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    Exposição de fotografia em homenagem a Gegé

    Uma exposição fotográfica composta por 64 retratos de figuras lendárias do jazz foi inaugurada na quarta-feira, no Instituto Camões, em Luanda, em tributo ao crítico e divulgador de jazz Jerónimo Belo, pelo trabalho desenvolvido em prol deste género musical.
    Denominada “Jazz a Preto e Branco”, a mostra, enquadrada nas actividades da terceira edição do Festival Internacional de Jazz de Luanda, foi inaugurada pela ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, e vai estar aberta até domingo.
    Para a ministra, esta é uma exposição merecida, por reconhecer o trabalho de uma das pessoas que muito tem contribuído para a divulgação do jazz e pelo surgimento de um público apreciador deste género musical em Angola.
    Na sua intervenção, Rosa Cruz e Silva destacou ainda que os trabalhos desenvolvidos por Jerónimo Belo ao longo de vários anos, dedicados à afirmação do jazz em Angola, devem merecer o reconhecimento das instituições.
    A jornalista e directora-geral da Rádio Luanda Antena Comercial (LAC), Maria Luísa Fançone, uma das convidadas, disse que a homenagem é merecida por tudo quanto tem feito para divulgar o jazz.
    Afrikanita, uma das poucas vozes femininas a cantar jazz no nosso país, disse que em Angola o jazz vai no “bom caminho, porque já conquistou, mesmo, um público”. “Apenas precisamos de festivais com esta dimensão para dar maior abrangência ao estilo. Sei que é uma batalha difícil de se conquistar, porque até mesmo nos EUA o jazz teve dificuldades em se afirmar. Por isso, acredito que os festivais são essenciais.”

    O homenageado

    Usando da palavra, o homenageado reconheceu que o jazz em Angola está no seu “ponto de viragem” e pode evoluir, ou estagnar se não tiver uma sequência. “Os que se aventuram neste mundo, como os críticos, jornalistas, artistas e público devem dar o seu saber para o divulgar mais”. Relembrou, igualmente, os amigos e “colegas” que contribuíram para a sua afirmação no mundo do jazz, como José Duarte, Joaquim Miranda, José Manuel Nunes, Arlindo Macedo, Júlio Silva, Aldemiro Vaz da Conceição, Ferreira Marques, José Cunha e Francisco Fernandes.

    Preocupação da organização

    O director do Festival, António Cristóvão, disse que esta homenagem surge agora porque é intenção da organização reconhecer os feitos de individualidades, como Jerónimo Belo, que têm ajudado a divulgar o jazz em Angola.
    António Cristóvão salientou que as homenagens vão ser, doravante, uma acção constante no programa de actividades do festival: “Não digo que seja todos os anos, mas em algumas edições vamos reconhecer os legados dos que dedicam o seu tempo à divulgação do jazz”.
    Quanto ao festival, garantiu que tudo foi feito para que seja um êxito. “A maior preocupação, neste momento, é o visto de alguns músicos internacionais”.

    in JA

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