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    Exportação de gás e condensados aumenta 12,14%

    O volume de gás e condensados exportados, no terceiro trimestre deste ano, atingiu mais de um milhão de toneladas métricas, representando um aumentou de 12,14% relativamente ao trimestre anterior.

    Com o volume de gás e condensados exportados, arrecadou-se 2,1 mil milhões de dólares americanos, segundo dados estatísticos apresentados hoje pelo director do Gabinete de Estudos Planeamento e Estatística do Ministério dos Recursos Minerais Petróleo e Gás (Mirempet).

    Durante o período em análise, foram vendidos 825,21 toneladas métricas de Gás Natural Liquefeito (LNG) ao preço médio de 2,4 milhões de dólares, 38,06 toneladas métricas gás Butano ao preço médio de 507,465 mil dólares, 130,42 mil toneladas métricas de propano ao preço médio de 496,368 e 66,66 mil toneladas métricas ao preço médio de USD 560,425.

    Relativamente aos destinos das exportações de LNG, Holanda com 41,53%, India com 25,68% e a Espanha com 24,46% foram os principais compradores.

    Já os principais destinos do gás butano foram a China e a RDC com 99,07% e 0,93%, respectivamente, sobre o gás propano, os mesmos países são os que mais importaram.

    Quanto aos condensados, a Bélgica com 33,77% foi o principal destino de importação do referido produto.

    Vários factores contribuíram para o decréscimo da exportação e do preço do gás, entre os quais as expectativas em torno dos eventuais cortes de produção dos países da OPEP+ e o abrandamento nas medidas de restrições à Covid-19 na China que aliviaram as preocupações sobre a procura.

    A decisão da União Europeia em reduzir a importação de petróleo bruto russo em 90 por cento até ao final do ano, e as interrupções de produção registadas nos EUA, devido à passagem do furacão Ian que aumentou as preocupações da oferta no mercado, constituem outros factores positivos que influenciaram os preços.

    De igual modo, os preços foram influenciados pelas preocupações com as novas medidas de confinamento na China, receios de uma recessão económica global que poderá afectar na procura do petróleo bruto, sobretudo nos EUA e na Europa, o regresso da produção Líbia ao mercado, a queda das expectativas de crescimento da procura mundial e a valorização do dólar americano e os altos níveis de inflação que afectaram a procura.

    Os mercados asiáticos e europeus foram os principais destinos das exportações de gás e de petróleo bruto de Angola.

    De uma maneira geral, os preços do gás e do petróleo ao longo do trimestre em análise tiveram uma tendência decrescente.

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    FonteANGOP

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