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    Exploração do pré-sal vai aumentar e dar mais dinheiro ao Rio em 2016

    (Pedro Bolle / USP Imagens)
    (Pedro Bolle / USP Imagens)

    Durante reunião da CPI da Assembleia Legislativa do Rio para investigar as perdas econômicas do Estado com a crise da Petrobras, a diretora-geral da ANP – Agência Nacional do Petróleo, Magda Chambriard, afirmou que a quantidade de petróleo a ser extraída da camada do pré-sal localizada no Campo de Lula, na Bacia de Campos, vai crescer em 2016.

    De acordo com Magda Chambriard, atualmente são produzidos no Estado 1,6 milhão de barris de petróleo por dia, sendo que 400 mil barris só no pré-sal. Mas, com o desenvolvimento do Campo de Lula, o Rio vai passar a produzir R$ 250 milhões em royalties por mês, e a produção do pré-sal vai se manter em alta por muitos anos.

    “A produção do Campo de Lula para o ano de 2016, é a produção que vai fazer royalties e participações especiais no Estado do Rio de Janeiro darem um salto significativo”, garante a diretora da ANP. “O Campo de Lula é o primeiro a ser desenvolvido do pré-sal, é o campo que está na dianteira, e é o campo através do qual nós tivemos a certeza dessa imensa produtividade, dessa imensa atratividade do pré-sal brasileiro. Suas reservas são estimadas entre 5 e 8 bilhões de barris de petróleo.”

    Conforme a ANP, as cidades que mais vão ser beneficiadas com esse crescimento serão Maricá, Niterói e o Rio de Janeiro.

    Segundo o presidente da CPI, Deputado Edson Albertassi (PMDB), a Agência Nacional do Petróleo se comprometeu a estudar a revisão da própria portaria que define os critérios para o cálculo dos royalties e das participações especiais nos Estados, o que pode levar ao aumento da arrecadação do Rio de Janeiro.

    O deputado alerta que, conforme levantamentos do grupo, desde 2011 o Rio deixou de receber cerca de R$ 5,7 bilhões em participação especial e royalties.

    Magda Chambriard explicou que o pré-sal desde o início da exploração, em 2007, já produz 800 mil barris por dia em todo o Brasil. Ela destacou que os 10 poços de extração de petróleo mais produtivos do país se encontram todos no pré-sal, e já seria possível falar em volume recuperável a desenvolver, o que pode chegar a 40 bilhões de barris.

    Quanto ao preço do barril, a estimativa da Agência Nacional do Petróleo para 2016 é de que se estabilize em 70 dólares. “Mesmo que o preço não seja o ideal, as obras vão continuar acontecendo. A perspectiva é de que melhore a cada ano.”

    Lembrando que o petróleo representa 30% do PIB do Estado do Rio de Janeiro, o presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro) e prefeito de Macaé, Aluízio dos Santos Júnior, alertou que a discussão não deve girar em torno do preço do barril mas sim em investimentos no setor. “Devíamos passar a debater o investimento de que o setor precisa. A crise é grave e todos os atores que lidam com o petróleo estão confusos. O preço do barril ainda vai continuar muito baixo, mas se a gente não voltar a produzir o cenário não vai mudar”, afirmou. (sputniknews.com)

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