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    Ex-Presidente cria instituto para ajudar África

    O ex-Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, vai criar um instituto com uma área que se dedicará ao continente africano, com o objectivo de discutir e debater as políticas que resultaram positivamente no Brasil, para serem adaptados à realidade de cada país.
    Falando na conferência que proferiu ontem numa das salas do Palácio dos Congressos, a convite do Centro de Estudos Estratégicos e da Odebrecht, Lula disse que o Brasil tem mais responsabilidades para com África do que se pensa, porque pode fazer muito em termos de transferência de tecnologia.
    Lula da Silva, que durante os seus dois mandatos como Presidente visitou 30 países africanos, para descobrir similaridades e oportunidades de investimento, pediu às empresas brasileiras para criarem parcerias com congéneres africanas, para se tornarem fortes.
    Garantiu ainda, a propósito, que a sua sucessora, Dilma Rousseff, vai ter a mesma dedicação ao continente africano e, se calhar, até melhorá-la. Depois de se referir à sua experiência como sindicalista e às várias tentativas fracassadas para ser eleito Presidente, até o conseguir em 2002, passou em revista os seus dois mandatos. Afirmando que combinou a política de crescimento económico com a responsabilidade fiscal e diversificou as relações políticas e comerciais do Brasil com o estrangeiro, salientou o facto de ter dado sempre prioridade aos países vizinhos e ao continente africano. Como exemplo, indicou que o comércio com os 53 países africanos passou de cinco mil milhões para 21 mil milhões de dólares americanos, uma mudança acertada, na sua opinião, porque graças a ela o Brasil foi o último país a sentir os efeitos da crise económica e financeira de 2008/2009 e o primeiro a sair dela. “O Brasil pode e deve ter uma relação mais forte com o continente africano. Tem tecnologia e deve entrar no rol dos países doadores. Pode estabelecer programas de investimento com países africanos”, frisou.
    Lula sublinhou que a imagem que o mundo tem de África é equivocada e convidou os africanos a mudá-la, não permitindo que “sejam outros a mostrar o que África é”. Através de várias políticas sociais, o governo de Lula tirou 28 milhões de brasileiros da pobreza. Entre essas políticas, inclui-se a concessão de créditos com a garantia de salário, a transferência directa de dinheiro para as famílias mais pobres, com a “bolsa família”, e o programa “luz para todos”.
    “Pôr um pouco de dinheiro na mão dos pobres faz o milagre da economia girar”, afirmou, adiantando que a sua maior alegria, depois de terminar o segundo mandato, foi “ver o pobre andar de avião e muita gente a comprar carro novo”.
    Em termos financeiros, o Brasil passou de devedor do Fundo Monetário Internacional para credor. Actualmente, o FMI deve 14 mil milhões de dólares ao Brasil.

    Lula adiantou que o seu país tem 342 mil milhões de dólares de reservas internacionais, acrescentando que foi durante a sua governação que o país fez a maior capitalização da história do capitalismo.

    in JA

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