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    Ex-militares da FLEC formados em artes e ofícios regressam a Cabinda

    Cabinda – Os 29 ex-militares da Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC), que concluíram recentemente cursos de formação técnico-profissional na província de Benguela, no quadro do processo de reintegração social do Executivo angolano, regressaram hoje (quinta-feira) à cidade Cabinda.
    Capturados no ano passado nas matas de Maiombe, os ex-miltares receceberan formação durante quatro meses em centros da província de Benguela nas especialidades de pedreiro/alvenaria, carpintaria e mecânica auto.
    No terminal militar do areroporto local receberam cumprimentos de boas-vindas do governador provincial de Cabinda, Mawete João Baptista.
    Na oportunidade, Mawete João Baptista disse ser esta uma demonstração de que Angola é um país que respeita os Direitos Humanos, a vida humana, argumentando que basta  ver as escolas que estão em construção para preparar e formar os jovens para a vida futura.
    “Por isso desejo bom regresso a casa, ao emprego, que cuidem bem as famílias e transmitam a experiência vivida desde que regressaram ao convívio nacional e toda esta atenção que beneficiaram”, aconselhou o governador, lembrando-os a compararem o que foi o tempo de exilo, as dificuldades de estarem fora do próprio território.
    Mawete João Baptista disse ainda não querer ouvir mais através das rádios e televisões internacionais que em Cabinda há pessoas desaparecidas ou mortas, quando na realidade estão em vida, numa alusão a campanha lançada quando do envio destes cidadãos para Benguela para adquirirem formação.
    Para si, o Governo angolano, liderado pelo Presidente José Eduardo dos Santos, não tem política discriminatória para com a própria população, o que seria contrária a sua vocação de colocar no centro de atenção o angolano.
    Em nome do grupo, Filomão Mavungo agradeceu o governo pela formação e toda atenção recebida desde o ano passado, comprometendo-se em contribuir para a reconstrução e reconciliação nacional, sem desconfiança.
    Para sua reintegração, cada um terá direito a subsídio de contingência de 300 mil Kwanzas, repouso de dez dias e, no próximo dia 20 de Maio, deverão ser apresentados nos respectivos locais de trabalho, altura em que beneficiarão de um suplemento de mais 200 mil Kwanzas.
    Está programada a respectiva inserção em projectos de construção e reabilitação de estradas, pontes, novas centralidades e no sector madeireiro.
    Fonte: Angop

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