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    Eurostat regista 877 mil desempregados em Portugal no mês de Agosto

    (Foto: ionline)
    (Foto: ionline)

    O gabinete de estatística europeu divulgou ontem que a taxa de desemprego em Portugal caiu 0,1 pontos percentuais num mês
    O PSD e o CDS reagiram ontem positivamente à queda de 0,1 pontos percentuais na taxa de desemprego em Portugal, en-quanto a oposição preferiu pôr a tónica no facto de sermos os quintos na UE com a pior performance nesta área.

    Os últimos dados do Eurostat mostram que houve uma redução de 2 mil desempregados (de 879 mil para 877 mil) em Agosto face a Julho, o que põe a taxa de desemprego nesse mês nos 16,5%, contra os 16,6% registados há quatro meses. Por outro lado, o desemprego jovem – até aos 25 anos – recuou para os 36,8%, contra os 37,7% verificados em Julho. No boletim de Agosto, o gabinete de estatística da União Europeia reviu em alta de 0,1 pontos percentuais a taxa de desemprego para Portugal no mês de Julho (16,6% e não 16,5%), tendo também ajustado em baixa os valores do desemprego divulgados no mês passado sobre a zona euro (de 12,1% para 12%) e entre os 28 estados-membros (de 11% para 10,9%). O Eurostat justifica esta revisão com a inclusão no processo de cálculo da taxa de desemprego dos dados mais recentes do estudo da União Europeia sobre a força de trabalho.

    Zona euro Na zona euro e na UE, a taxa de desemprego em Agosto manteve-se estável relativamente ao mês anterior, nos 12%, a que correspondem 19,178 milhões de pessoas sem trabalho. Entre os 28 estados-membros, as taxas de desemprego mais baixas registaram-se na Áustria, com 4,9%, na Alemanha, com 5,2%, e no Luxemburgo – 5,8%.

    Comparando Julho deste ano com o mesmo mês do ano passado, a taxa de desemprego aumentou em 16 estados-membros e manteve-se estável na Polónia, tendo as subidas mais acentuadas sido registadas em Chipre – de 12,3% para 16,9% – e na Grécia – de 24,6% para 27,9%.

    Em contrapartida, as quedas mais significativas observaram–se na Letónia, de 15,6% para 11,4% entre os segundos trimestres de 2012 e 2013, e na Estónia, de 10,1% para 7,9%, agora tendo como intervalo Julho de 2012 e Julho de 2013.

    Reacções OPSD e o CDS/PP defenderam ontem que a taxa de desemprego segue uma “tendência positiva” de descida, “assinalável”, igualmente ao nível do desemprego jovem, dando sinais “cada vez mais persistentes” de recuperação económica.

    Já o PS, pela voz de Nuno Sá, defendeu que não houve redução do desemprego e que a baixa se ficou a dever ao facto de o Eurostat ter revisto em alta a taxa registada em Julho, de 16,5% para 16,6%. “O que aconteceu é que o Eurostat veio dizer que em Julho se enganou, o que significa que o número de desempregados nesse mês foi ainda maior que aquele que o organismo comunicou à data e em Agosto não houve alteração da situação, pelo que o desemprego se mantém nos 16,5%.” O deputado socialista acrescentou que para o PS “a questão fundamental é “haver um aumento dramático do número de portugueses que não recebem qualquer tipo de apoio”. (ionline.pt)

     Por Margarida Bon de Sousa

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