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    Europa analisa meios de prevenção

    Especialistas em terrorismo da União Europeia (UE) reuniram-se ontem em Bruxelas com os homólogos noruegueses para avaliar os meios para evitar ataques como os cometidos na sexta-feira (22) em Oslo, Noruega.
    No encontro foram analisadas formas de como melhorar a coordenação entre as autoridades dos Estados-membros para prevenir novos ataques deste tipo. Entre as medidas concretas está a restrição da venda de produtos químicos que possam se empregues no fabrico de explosivos, e um maior controlo da venda de armas.
    Embora já existam normas europeias a esse respeito, “no futuro poderiam ser discutidas novas medidas”, assinalou Timothy Jones, analista antiterrorismo da UE. Outro ponto importante é “entender os processos psicológicos e sociológicos que fazem com que alguém traduza as suas ideias políticas extremas em violência”, destacou.
    “Na verdade, nada podia evitar este acto de loucura”, considerou outra fonte diplomática.
    A Noruega não é membro da UE, mas participa no espaço Schengen de livre circulação de pessoas e no mercado interno europeu.
    Os especialistas ouviram informações sobre a personalidade, relações e contactos do autor confesso dos ataques, Anders Behring Breivik, detido na ilha de Utoya, onde matou a tiro 68 pessoas depois de um atentado com explosivos no centro da capital que fez oito mortos. Entretanto, o analista Timothy Jones advertiu sobre o “grande risco” de um ataque terrorista “de imitação ou de apoio” na União Europeia (UE) ao duplo atentado ocorrido na sexta-feira passada.
    “Um grande risco é que alguém tente realizar na UE um atentado de imitação ou de apoio”, declarou Timothy Jones, que é conselheiro do coordenador antiterrorista da União, Gilles de Kerchove.

    “É claramente uma possibilidade. A questão é saber como e onde aconteceria o ataque e se é detectável ou não”, disse Timothy Jones no final da reunião de especialistas em terrorismo da UE e da Noruega.
    “Não é a primeira vez que isto ocorre, mas é muito difícil compreender os factores que intervêm neste processo”, disse.
    Os analistas da UE já tinham reconhecido a ameaça de novos ataques vinculados a grupos extremistas, “embora ninguém esperava um da escala da Noruega”, assinalou Timothy Jones.

    Comissão de inquérito

    O primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, anunciou em conferência de imprensa a criação de uma comissão de investigação dos ataques.
    O norueguês Anders Behring Breivik, 32 anos, confessou a autoria dos ataques, dizendo que tentava “salvar o mundo ocidental” da “colonização muçulmana”.  “É importante esclarecer todos os aspectos dos ataques, para aprender lições com o que ocorreu. Foi uma tragédia nacional, um ataque à nação”, afirmou o chefe do governo norueguês.
    “Temos que distinguir claramente visões extremistas, opiniões, que são legítimas. O que não é legítimo é tentar implementar tais visões extremas por meio da violência. Acho que o que vimos é que haverá uma Noruega antes e outra depois de 22 de Julho. Mas espero e acredito que a Noruega do futuro será uma sociedade mais aberta e tolerante que a de antes”, sublinhou Jens Stoltenberg.

    in JA

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