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    Estudos de avaliação facilitam execução de projectos

    Coordenadora disse que a implementação do programa enfrenta dificuldades em atrair quadros qualificados nas áreas técnicas

    A coordenadora do Programa Nacional de Luta contra a Pobreza, Rosa Pacavira, defendeu quinta-feira, em Ndalatando, província do Kwanza-Norte, a elaboração de estudos para avaliar o impacto da implementação do Programa Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza, em curso.
    Rosa Pacavira, que falava durante o “Terceiro encontro nacional de avaliação, balanço e programação do plano de acção municipal para o ano de 2012”, que decorreu em Ndalatando, disse ser necessário a recolha de informação estatística directamente ligada aos indicadores do programa do Executivo contra a pobreza.
    A coordenadora do programa, que é igualmente secretária para os Assuntos Sociais do Presidente da República, indicou que foram identificadas dificuldades nos municípios, como a falta de informação fiável para a planificação, falta de dados demográficos, cobertura e qualidade dos diferentes serviços sectoriais e de mapas geográficos dos projectos em curso.
    Rosa Pacavira disse que a implementação do programa enfrenta igualmente dificuldades em atrair quadros qualificados nas áreas técnicas e de gestão dos projectos nas comunidades. A responsável afirmou que os municípios precisam de orçamentos compatíveis com a carteira de projectos aprovados.
    As verbas para esses orçamentos, segundo Rosa Pacavira, devem ser disponibilizadas de forma “regular e previsível”. A coordenadora nacional lembrou que é ao nível dos municípios, comunas e povoações que as instituições ligadas ao Programa Nacional de Luta contra a Pobreza devem actuar. “É nestas comunidades que devem ser prestados os serviços básicos e onde deve haver um diálogo mais eficaz com a sociedade para identificar os problemas e as prioridades para o desenvolvimento”, disse a coordenadora do programa.
    Rosa Pacavira disse que a implementação do programa do Executivo contra a fome e a pobreza tem despertado o interesse das agências de desenvolvimento internacional, por incorporar a segurança alimentar, saúde, educação, ambiente e empreendedorismo.
    A coordenadora nacional pediu o engajamento de todos os agentes sociais, administrações locais, autoridades tradicionais, igrejas e do sector privado. “Para ser eficaz, torna-se imperioso que cada ‘actor’ perceba o seu papel”, disse.

    Contribuição da sociedade

    Rosa Pacavira pediu à sociedade civil para criar um ambiente favorável ao desenvolvimento económico, erradicação da fome e pobreza, promoção da democracia, direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.
    A responsável lembrou que a erradicação da fome e da pobreza e a melhoria da qualidade de vida fazem parte dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Estes desafios, acrescentou, devem ser alcançados pelos Estados até 2015.

    Desafios no Kwanza-Norte

    O governador do Kwanza-Norte, Henrique Júnior, reconheceu que os instrumentos de intervenção para o combate à fome e à pobreza estão há mais de um ano à disposição das administrações municipais.
    Discursando na cerimónia de abertura do encontro de avaliação do Programa Nacional de Luta contra a Pobreza, o governador Henrique Júnior disse que agora compete aos administradores municipais aplicarem os seus conhecimentos para gerir os recursos financeiros à sua disposição.
    Henrique Júnior disse que o encontro é um excelente ponto de partida para as acções contra a fome e a pobreza a serem desenvolvidas no próximo ano.O encontro analisou as directrizes do plano de acção para o próximo ano da Comissão Nacional de Luta contra a Pobreza. Os participantes analisaram os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, no âmbito do combate à fome e à pobreza.

    Troca de experiências

    Os participantes analisaram ainda os mecanismos de implementação e acompanhamento na execução dos Projectos de Desenvolvimento Municipal e aproveitaram a oportunidade para partilhar experiências na implementação das acções de luta contra a pobreza.
    Participaram no encontro, os coordenadores das Unidades Técnicas Provinciais de Luta contra a Pobreza das províncias do Bengo, Benguela, Bié, Cabinda, Cunene, Huambo, Huíla, Kuando-Kubango, Kwanza-Sul, Luanda, Lunda-Norte, Lunda-Sul, Malange, Namibe, Uíge e Zaire.
    Participaram ainda  encontro nacional de avaliação, balanço e programação do plano de acção municipal  os vice-ministros da Administração do Território, Adão de Almeida, do Comércio, Archer Mangueira, da Educação, Ana Paula Inês, da Comunicação Social, Manuel Miguel de Carvalho, para além dos secretários de Estado das Águas, da Agricultura e do Orçamento, respectivamente Luís Filipe da Silva, Amaro Tati e Alcides Safeca.

    Manuel Fontoura | Ndalatando

    Fonte: Jornal de Angola

    Fotografia: André Brandão

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