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    Espanhóis saem à rua contra medidas de austeridade

    Manifestações em 55 cidades espanholas realizam-se hoje contra os novos cortes previstos no orçamento, que abrangem sectores como a saúde e a educação.

    Apesar da chuva, milhares de madrilenos não deixaram hoje de sair à rua para o protesto convocado pela Plataforma Social em Defesa do Estado de Bem-estar e dos Serviços Públicos, contra os cortes sociais impostos pelo Governo de Mariano Rajoy.

    O jornal “El Mundo” refere que há 40 mil pessoas nas ruas da capital espanhola, segundo os organizadores, enquanto a polícia aponta para 9 mil. Sob o lema “Com a saúde e a educação não se brinca”, milhares de manifestantes partiram da Praça de Neptuno a caminho da Porta do Sol, gritando palavras de protesto e exibindo cartazes contra as novas medidas do governo conservador espanhol.

    Outras 54 cidades, como Barcelona, Valência e Bilbau, também aderiram ao protesto contra os novos cortes previstos no orçamento, que incluem sectores como a saúde e a educação, e que antecipam uma poupança de 10 milhões de euros.

    Situação de “emergência social”

    A manifestação conta com a presença dos líderes da Confederação Sindical das Comissões Operárias (CCOO) e da União Geral de Trabalhadores (UGT), que acusam o Executovo de Rajoy de “desmantelar o estado de direito e de bem-estar que foi conquistado nos últimos anos”, criando uma situação de verdadeira “emergência social”.

    Os responsáveis sindicais garantem que a forte adesão ao protesto é uma resposta “sustentada e massiva” do descontentamento da população, que se sente injustiçada com as novas medidas de austeridade,

    O protesto de hoje assinala o início de uma semana de ações de luta, cujo ponto alto é o dia 1 de maio, Dia Internacional do Trabalhador, sendo também a continuação das manifestações da greve geral de 29 de março.

    Rajoy diz que medidas são necessárias

    Na sexta-feira, o Governo espanhol anunciou que o IVA deverá subir no próximo ano, com vista a alcançar receitas de 8,3 mil milhões de euros para cumprir a meta do défice.

    Segundo Mariano Rajoy, todas as medidas de austeridade são ” positivas, necessárias e obrigatórias.”

    “Todas as nossas medidas têm como objetivo devolver a Espanha o crescimento económico e a criação de emprego”, garantiu o primeiro-ministro espanhol no XV Congresso do PP, que termina hoje em Madrid.

    Rajoy acusou ainda os socialistas de se oporem a todas as medidas do Executivo, sublinhando que elas são necessárias para sair da crise que “eles mesmos proporcionaram”.

    “O Governo espanhol comprometeu-se perante a Europa a atingir um défice de 6%. Esse mesmo Governo deixou o défice nos 8,5%, logo isso exige que neste ano de 2012, em que nós somos agora responsáveis, que tenhamos que reduzir o défice em mais 18 mil euros do que o previsto”, explicou o governante.

    “Só tem responsabilidade quem quer. Mas a nós parece-nos que o mínimo que os socialistas deveriam fazer era calar-se, depois de nos terem deixado nesta situação”, rematou Rajoy.

    Fonte: Expresso

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