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    Espanha já pediu ajuda mas sem detalhar quanto

    O Governo espanhol solicitou hoje formalmente o pedido de ajuda europeia para o seu sistema financeiro, numa carta onde não detalha a quantia global do pacote de assistência, confirmou o ministério da Economia em Madrid.

    A carta, assinada pelo ministro da Economia, Luis de Guindos, e endereçada ao presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, solicita, em nome do Governo, assistência financeira para a recapitalização das entidades financeiras.

    «Tenho a honra de me dirigir a si, em nome do Governo de Espanha, para solicitar formalmente assistência financeira para a recapitalização das entidades financeiras espanholas que assim o necessitem», refere a carta a que a Lusa teve acesso.

    De Guindos explica na carta que o instrumento através do qual se materializará a ajuda terá em consideração as várias possibilidades disponíveis e outras que surjam no futuro.

    Na carta, o ministro da Economia assegura que as autoridades espanholas oferecerão «todo o seu apoio» na avaliação dos critérios de elegibilidade, na definição da condicionalidade financeira, no seguimento de medidas a implantar e na definição dos contratos de ajuda financeira.

    O objectivo é ter concluído o ‘Memorando de Entendimento’ até 9 de Julho sendo que o valor global de ajuda, que será no máximo de 100 mil milhões de euros, só deverá ser conhecido depois de finalizarem as negociações sobre as condições do empréstimo.

    O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel García-Margallo, afirmou hoje que a opção de utilizar fundos europeus para recapitalizar directamente as entidades financeiras espanholas continua «aberta».

    Segundo disse, à entrada da reunião com os seus homólogos europeus, no Luxemburgo, o executivo espanhol está empenhado em conseguir as melhores condições para a ajuda.

    O pedido hoje enviado, explicou, é um «trâmite formal e de procedimento» normal, sendo o mais importante conseguir negociar um prazo de devolução amplo e com juros baixos, para o pagamento do empréstimo.

    «O importante agora é a negociação dos termos do contrato. Como quando qualquer família pede um empréstimo num banco», disse.

    «O importante para nós é o prazo de devolução e a taxa de juro. Se conseguirmos um prazo de devolução longo e uma taxa de juro baixa a operação será muito mais favorável», afirmou.

    Fonte: Lusa/SOL

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