Terça-feira, Março 5, 2024
10.7 C
Lisboa
More

    Escolas. Directores acusam ministério de bloquear arranque do ano

     As limpezas de fundo fazem parte das tarefas que antecedem o início das aulas (Sofia Vaz)
    As limpezas de fundo fazem parte das tarefas que antecedem o início das aulas
    (Sofia Vaz)

    Directores exigem orientações urgentes da tutela para desbloquear decisões que antecedem o início das aulas

    A um mês do início das aulas, as escolas ainda não conseguiram preparar o arranque do ano lectivo. Boa parte dos cursos profissionais por aprovar, turmas com mais ou menos alunos do que prevê a legislação a aguardar autorização da tutela ou incerteza quanto ao futuro dos professores que pediram rescisão por mútuo acordo. São estes os obstáculos que, segundo a Associação Nacional de Directores e Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), estão a impedir centenas de direcções de distribuir o serviço pelo corpo docente, definir os horários de alunos e professores e concluir assim a preparação das aulas, que começam a 15 de Setembro.

    As denúncias surgem num comunicado da associação que alerta para o facto de ainda existirem cursos profissionais por aprovar, sobretudo porque em boa parte dos casos houve “atribuição errada” dos cursos e consequente pedido de correcção à tutela. Segundo o comunicado, muitas escolas desconhecem o número de turmas por aguardarem ainda a homologação dos serviços do ministério. Não existirem também orientações sobre como actuar no caso dos professores que pediram rescisão é outra dificuldade que estará a bloquear as decisões nas escolas.

    Estas situações, que foram sendo comunicadas pelos directores de todo o país à associação, estão a atrasar uma parte significativa do trabalho de base ao novo ano lectivo. “Será que os serviços superiormente responsáveis do ministério foram de férias e se esqueceram destas coisitas que julgarão supérfluas, mas são essen- ciais?,” questiona Adalmiro da Fonseca, presidente da direcção da ANDAEP.

    A associação exige por isso que a tutela divulgue todas as orientações que consideram necessárias à preparação do início das aulas. Até porque, recorda, em “reuniões várias com os diversos níveis da tutela da educação nacionais e regionais, ficou sempre claro que, para um bom início do ano escolar 2014/2015” seria imprescindível definir a rede pública até 31 de Março. E já que isso não aconteceu, diz Adalmiro da Fonseca, ao menos que seja possível obter essas instruções nos próximo dias. Não só para garantir um começo de aulas sem sobressaltos, mas também “pela hipótese de uns dias de férias” para os directores, remata o dirigente da associação.

    Na última semana de Julho, os directores solicitaram ao governo para concluir a análise dos pedidos de rescisão com o Estado dos professores, assim como os casos de aposentação pendentes, antes de fazerem o pedido de colocação dos professores. Isto porque, explicou a associação, as escolas não querem atribuir horários a professores que dentro de poucos meses podem deixar a escola pública, se virem os pedidos de rescisão ou aposentação deferidos.

    Em resposta, a tutela decidiu que os professores à espera de reforma ficam dispensados das aulas no próximo ano lectivo se o quiserem e se forem autorizados pelo director da escola. (ionline.pt)

    por Kátia Catulo

    Publicidade

    spot_img

    POSTAR COMENTÁRIO

    Por favor digite seu comentário!
    Por favor, digite seu nome aqui

    Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

    - Publicidade -spot_img

    ÚLTIMAS NOTÍCIAS

    Emirados Árabes Unidos convocarão uma reunião sobre financiamento climático em preparação para a COP29

    Os Emirados Árabes Unidos reunirão representantes dos países e líderes de instituições financeiras globais numa reunião especial em junho,...

    Artigos Relacionados

    Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
    • https://spaudio.servers.pt/8004/stream
    • Radio Calema
    • Radio Calema