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    Escassez de chuva coloca problemas a agricultura no Namibe

    Na província do Namibe, a população autóctone e criadores de gado já se queixam da fome, da escassez do pasto e da falta de água para o gado devido a uma longa temporada de ausência de chuva.
    “Aqui, não está a chover. Nós e os nossos animais, estamos a sofrer, seca, escassez de água e fome acima de tudo. Não temos dinheiro, os nossos cultivos secaram, os animais não têm água, estamos a sofrer”» palavras de Domingas Mpilikita, da localidade de Manhengo.
    Varias manadas de gado provenientes, principalmente do Município do Virei e de outras localidades do Município do Namibe e Bibala, começaram já a movimentar-se em direcção aos Municípios dos Gambos e Chibia, província da Huila, a norte do Município do Camucuio, província do Namibe e Chongoroi Município de Benguela, a procura de pasto.
    As dificuldades criadas pela falta de água, essencialmente para o gado, obrigam os criadores do gado a migrarem-se e por conseguinte arrastam consigo crianças em idade escolar, causando igualmente constrangimentos nas políticas educativas.
    As comunidades que nos últimos anos se dedicaram a cultivar a terra para auto-subsistência alimentar, com o apoio da COSPE uma ONG-Italiana e do governo provincial, também vivem dificuldades devido ao baixo nível dos lençóis freáticos de água.

    O Soba Tomas, da localidade de Tchicolongilo, Comuna do Capangombe, Município da Bibala tornou público a sua insatisfação. Diz ele que até as pessoas que têm moto-bombas, também estão a ressentir a falta de chuvas, o lençol de água das sondas baixou, agravando as dificuldades que agora a afectam a todos.

    Na localidade do Mussonde a 140 quilómetros da cidade do Namibe, os criadores de gado suplicam todos os dias, mas S. Pedro até ao momento não atendeu as súplicas. «Refugiei-me aqui na província da Huila, em companhia dos  meus filhos e mulheres. Portanto fugi a seca, não há água para abeberamento dos meus cabritos, bois e para a minha família. Os animais estão a emagrecer, se ficassem no Namibe por mais tempo, poderiam morrer e não há ninguém que quer ver seus animais a morrer», reagiu o ancião detentor de duzentas cabeças de gado e 121 cabritos, esposo de três mulheres e cinco filhos que se diz chamar-se por Muancatula.
    A escassez de chuvas afectou igualmente o cultivo por sistema de irrigação devido ao baixo lençol de água. Uma constatação feita pela nossa reportagem quase que um pouco por todas localidades fabulosas em ouro verde.
    Namibe devido ao seu clima favorável, tem sido uma das províncias da região sul de Angola que produz hortaliça, tubérculos e milho em todo ano, utilizando o sistema de irrigação  gota-á-gota, uma das inovações que esta a ganhar espaço, pese embora  em algumas localidades a rega é ainda feita  por sistema de cegonha, uma das técnicas rudimentares mais antigas, a par das moto-bombas.

    Fonte: VOA

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