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    Endiama aposta na descoberta de novos jazigos

    Luanda – O presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Diamantes de Angola, EP (ENDIAMA) , Carlos António Sumbula, afirmou hoje, em Luanda, que neste momento a atenção da empresa está na descoberta de novas jazidas de diamantes e na área social.
    Com a retoma, a Endiama conseguiu relançar a actividade de prospecção e uma boa parte das empresas que estavam paralisadas. Outras não foram reactivadas porque estavam já sem reservas, disse Carlos Sumbula quando procedia a abertura das jornadas técnicas da concessionária alusivas ao seu 31º aniversário.
    Explicou que com os preços baixos antes praticados era impossível convidar os investidores a investir em Angola, entretanto, logo que se elevou o preço do diamante estes regressaram ao país para começar a campanha de prospecção não só na área
    kimberlitica, mas também na aluvionar.
    Referiu que em 2011, a Endiama vendeu 8,32 milhões de quilates, dos quais obteve uma receita no valor de Usd 1,16 biliões, fruto da recuperação do preço de diamante que neste ano cifrou-se em Usd 139,6 por quilate, ao contrário de 2010 em que a produção vendida foi de 8,36 milhões de quilates com receitas estimadas em Usd 987 milhões. Neste ano o preço se fixou em USD 118 por quilate.
    Em relação à parceria com o sector privado, sublinhou ser importante, sobretudo, neste momento, em que os municípios do Lucapa e do Cuango, província da Lunda Norte, enfrentam um surto de cólera que levou a uma intervenção conjunta dos dois sectores.
    “Isto demonstra o nível de organização do sector privado que connosco está a trabalhar”, disse.
    Sublinhou que a Endiama vai continuar a promover a produção artesanal em concertação com o Ministério da Geologia e Minas e da Indústria, cumprindo as instruções do Executivo angolano.
    “Não vamos criar novos desempregados, vamos gerir aqueles que já temos e fazer com que daqui para frente consigamos descobrir mais reservas”, frisou.
    Referiu que a produção artesanal vai diminuir a situação de desemprego que afectou o sector diamantífero durante a crise, ao mesmo tempo que este pode funcionar de modo a evitar que os estrangeiros entrem nas concessões angolanas.
    Informou que o próximo município a receber senhas mineira será o do Lucapa.
    Por outro lado, Carlos Sumbula disse também que a Endiama enfrenta hoje etapas que têm a ver com a gestão do passivo que resultou da crise que se viveu, pois existem os desempregados, a dívida com os fornecedores, bancos e trabalhadores.
    “Este é o saldo negativo da crise”, referiu o PCA da Endiama.
    Outra questão que resultou da crise financeira, disse, é o facto do preço ter baixado em finais de 2008 e a empresa ter tentado produzir mais para conseguir obter as receitas projectadas.
    “Hoje constatamos que este é um mau exercício. Sempre que há baixa de preço nós temos que baixar a produção ou seja reduzir a oferta de diamantes no mercado para induzir a procura”, Sublinhou.
    Fonte: Angop

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