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    Empresas chinesas estão em força em Angola, por oposição à quase inexistência em São Tomé

    Na 3ª reunião ministerial do Fórum de Cooperação China-África em 2006. Foto DR
    Na 3ª reunião ministerial do Fórum de Cooperação China-África em 2006.
    Foto DR

    Decorria o ano de 1979, quando a China disponibilizou ao então Governo de S. Tomé e Príncipe, liderado pelo actual presidente Pinto da Costa, uma linha de crédito, que permitiu ao país organizar a rede comercial, com uma variedade de produtos manufacturados de origem chinesa. S. Tomé e Príncipe tinha aberto o caminho da expansão chinesa em África, dando como exemplo, o lado comercial.

    Anos depois, com o reconhecimento da China Taiwan e a aprovação de um crédito internacional, no valor de 5 milhões de dólares, nomeadamente no consulado do ex-presidente Miguel Trovoada, as relações com a China continental tomaram outro rumo, ficando para trás, o reforço do relacionamento entre os dois países.

    A realidade apresenta hoje um quadro diferente, caracterizado pela expansão da cooperação da China Beijing com outros países africanos com números significativos, como mostra o quadro a seguir, da responsabilidade do Jornal de Negócios. (Portal de Angola)

    ANGOLA

    • Desde 2002, final da guerra civil, a China já concedeu a Angola quase 15 mil milhões de dólares em crédito. Este crédito tem como contrapartida o petróleo e foi efectuado através de três bancos estatais – Banco de Exportações-Importações da China, Banco Comercial e Industrial da China e o Banco de Desenvolvimento da China.

    • A Sinopec, companhia petrolífera chinesa, comprou a posição de 10% que os norte-americanos da Marathon Oil Corp detinham no Bloco 31 por 1,5 mil milhões de dólares. Em matéria petrolífera existe a empresa China Sonangol que resulta, precisamente, de uma parceria entre a Sinopec e a companhia angolana.

    • O investimento privado chinês em Angola entre 2002 e 2012 atingiu um pico em 2009, segundo a Agência Nacional de Investimento Privado (ANIP). Nesse ano foram aprovados 66 projectos avaliados em 170 milhões de dólares, na sua maior parte na construção civil.

    • O Banco de Desenvolvimento da China concedeu este ano um empréstimo de 1,32 mil milhões de dólares à Sonangol. Desde 2009, cinco anos após a concessão dos primeiros créditos chineses a Angola, este país tornou-se “uma das mais importantes fontes de petróleo para a China e o seu maior parceiro comercial em África”, escrevia em 2012 o “China Daily”. De acordo com o jornal, as exportações angolanas para a China somaram mais de 20 mil milhões de dólares em 2011.

    MOÇAMBIQUE

    • O Governo chinês colocou à disposição de Moçambique um fundo no valor de 10 mil milhões de dólares para investimentos, entre outras, nas áreas das infra-estruturas e da educação.

    • A State Grid, que detém 25% da REN (Rede Eléctrica Nacional) está disposta a investir 1.700 milhões de dólares (cerca de 1.380,2 milhões de euros) no projecto Cesul, que liga a barragem de Mphanda Nkwua, na província de Tete, a Maputo, capital de Moçambique. A State Grid pretende, para si, um posição de 46% e outros 14% para REN.

    • A China Tong Jian Investment esta a construir uma fábrica de automóveis na Matola, uma zona industrial nos arredores de Maputo, capital de Moçambique. O investimento é de 200 milhões de dólares e prevê-se a construção de 10 mil carros/ano.

    • O Governo de Moçambique inaugurou, em Agosto, uma fábrica de processamento de arroz em Nacamurra, província da Zambézia. Um projecto de 10 milhões de dólares co-financiado pela China.

    • A China Africa Cotton está a construir uma unidade industrial para descaroçamento de algodão e produção de óleo em Maningué, província de Sofala.

    CABO-VERDE

    • A China disponibilizou a Cabo Verde um pacote de ajuda de 21 milhões de dólares, 8,5 milhões de dólares sobre a forma de doações e 12,5 milhões de empréstimos sem juros.

    • A empresa China National Fisheries Corporation tem em curso um projecto para instalar um centro logístico de pesca na ilha de São Vicente, em parceria com a empresa estatal cabo-verdiana, Cabnave.

    GUINÉ-BISSAU

    • O Governo chinês reconstruiu e ampliou o palácio presidencial da Guiné-Bissau, uma obra que custou 8,3 milhões de dólares. Também reconstruiu o estádio nacional 24 de Setembro e doou postes de iluminação solar para a capital do país, Bissau.

    SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

    • O arquipélago é uma espinha encravada na garganta da China. O governo de São Tomé reconhece a soberania de Taiwan e por isso não tem relações diplomáticas com a China.  (jornaldenegocios.pt)

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