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    Ellen Johnson foi reeleita na Libéria mas o opositor rejeitou a sua derrota

    Chefe de Estado da Libéria durante um dos momentos da sua campanha eleitoral que garantiu mais um mandato presidencial

    A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) da Libéria declarou a Presidente do país, Ellen Johnson-Sirleaf, como vencedora oficial da segunda volta das eleições, após o fim da contagem dos votos.
    Ellen, do Partido da Unidade (UP), obteve 90,7 por cento dos votos, contra 9,3 por cento do opositor Winston Tubman, do Congresso por Mudanças Democráticas (CDC).
    A participação dos eleitores nas urnas foi de 38,6 por cento, índice baixo devido ao boicote feito por Tubman e pelo CDC, que resultou em confrontos com a polícia dos quais resultaram pelo menos três mortos. Primeira mulher Presidente de um país africano e agraciada com o Prémio Nobel da Paz dias antes da primeira volta, no dia 11 de Outubro, Ellen permanece no cargo durante mais cinco anos.
    Tubman, que denunciou fraudes na primeira volta e boicotou a segunda volta, afirmou que não reconhece o próximo governo.
    A situação política na Libéria está a ser seguida pela comunidade internacional. A União Africana não aceitou as reclamações do principal opositor da actual Chefe de Estado e vencedora das eleições na Libéria, segundo as quais Ellen Johnson-Sirleaf conseguiu vantagens com base em dados falsos.
    A União Europeia e os Estados Unidos também se pronunciaram e condenaram as tendências de sabotagem do processo eleitoral, que consideram um êxito, precisamente quando os observadores concluíram que a campanha e acto de votação decorreram dentro dos marcos estabelecidos pela Comissão Nacional Eleitoral e a lei eleitoral.
    A vencedora das eleições do dia 8 marcou o eleitorado com um discruso reconciliador e centrado no crescimento do país, como garantia de oferecer à população melhores condições de vida. Ellen Johnson não alinhou nas provocações do opositor Winston Tubman, do Congresso por Mudanças Democráticas (CDC), que incitou os seus apoiantes à prática de manifestações violentas contra  instituições e simpatizantes do patido da vencedora.

    Fonte: Jornal de Angola

    Fotografia: AFP



     

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