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    Eleições Gerais de 2022: CASA-CE perde todos deputados e é ultrapassada pela FNLA e partido Humanista

    A CASA-CE, única coligação de partidos políticos angolanos, com cinco forças políticas perdeu os 16 deputados conquistados nas eleições de 2017, ao obter apenas 46 mil 750 votos (0,75%) no pleito eleitoral desta quarta-feira, não obstante ter sido, desde 2012, a terceira força política em Angola.

    Por: Diniz Kapapelo

    Os últimos dados provisórios apresentados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), na noite desta quinta-feira, coloca a CASA-CE na 6ª posição com 0,75% cuja percentagem não garante a eleição de qualquer deputado, numa altura que já foram escrutinados 97,03 por cento dos votos.

    O MPLA lidera a contagem dos votos com 51,07%, o que corresponde a 124 deputados contra os 150 eleitos nas eleições de 2017.

    Em segundo lugar está a UNITA, que obteve 44,05%, uma percentagem que permite 90 lugares na Assembleia Nacional.

    Nas eleições gerais de 2017, o partido UNITA conquistou 51 deputados e, nestas ganha mais 39 assentos parlamentares.

    O PRS manteve os dois assentos parlamentares, enquanto a FNLA subiu de um para dois deputados.

    O partido PHA, que participou nas eleições gerais pela primeira vez, conseguiu dois lugares no parlamento.

    CNE, actualização dos dados escrutinados.
    (Joaquina Bento – Angop)

    CASA-CE contesta os resultados

    Embora até agora não tenha sido esclarecido os motivos que terão levado a esse descalabro, o certo mesmo é que, a coligação composta por cinco partidos políticos, nomeadamente o Partido da Aliança Livre de Maioria Angolana (PALMA), o Partido de Apoio para Democracia e Desenvolvimento de Angola – Aliança Patriótica (PADDA-AP), o Partido Pacífico Angolano (PPA), PDP-ANA e o Partido Nacional de Salvação de Angola (PNSA), não terá conseguido mobilizar eleitores suficientes para fazer face a forte concorrência que apresentava o MPLA e a UNITA apoiada pela Frente Patriótica Unida, cuja composição integram o Bloco Democrático e o PRA-JA Servir Angola, o projecto político de Abel Chivukuvuku, fundador da coligação.

    Durante uma conferência de imprensa realizada está quinta-feira, 25, para mostrar a sua contestação aos resultados obtidos, Cesinanda Xavier, vice-presidente da CASA entende que a sua coligação trabalhou muito para estas eleições. Por esta razão, não concorda com os resultados provisórios que a Comissão Nacional Eleitoral divulgou, tendo na ocasião, referido que a coligação aguarda a chegada das actas sínteses provenientes das províncias para sustentar o seu descontentamento.

    “Nós é que estamos a acalmar os nossos militantes, simpatizantes e amigos para não agirem de forma errada”, garantiu a vice-presidente da CASA-CE, que não concorda que o PHA e o PRS venham a ter mais deputados que a sua coligação.

    Duas das oito forças políticas concorrentes não conquistaram nenhum deputado, designadamente APN e P-Njango, este último “estreante”, ao conseguirem apenas 29 mil 740 votos (0,48%) e 26 mil 268 (0,42%), respectivamente

    Delegado de mesa olha para urna com os boletins de voto na assembleia de voto da Escola São José de Cluny.
    (DR)

    Índice de abstenção

    Nestas eleições registou-se 54,35 por cento de abstenção, num universo de 14 milhões e 399 mil de eleitores.

    Em 2017, o nível de abstenção foi de 43 por cento. Dados oficiais indicam que em 2008 e 2012 foi de 12,64% e 37,24 por cento, respectivamente.

    Este pleito eleitoral contou com a participação de oito candidatos a Presidente da República.

    Dos 14 milhões e 399 mil cidadãos, 22 mil e 560, residentes no estrangeiro, votaram pela primeira vez fora de Angola.

    O sufrágio visou, também, a eleição do Vice-Presidente do país e os 220 representantes do povo no Parlamento.

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