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    Durão Barroso está em Luanda

    O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, inicia hoje uma visita oficial de 48 horas a Angola, com o objectivo de analisar com as autoridades angolanas formas de aprofundar o diálogo político e reforçar os laços de cooperação em áreas de interesse comum.
    Além de um encontro hoje com o Chefe de Estado angolano, que é também o presidente em exercício da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Durão Barroso tem na agenda uma visita de cortesia à sede do Parlamento, onde será recebido por António Paulo Kassoma e em seguida reúne com líderes das bancadas parlamentares.
    De acordo com o programa da visita, hoje ainda o presidente da Comissão Europeia assiste a uma cerimónia de assinatura de contratos com organizações da sociedade civil para projectos na área de educação cívica e observação eleitoral, no valor de 1,2 milhões de euros.
    Amanhã, Durão Barroso é homenageado no campus da Universidade Agostinho Neto, ao Camama, onde profere uma palestra sobre “Europa-Angola 2012: um novo caminho conjunto”. Também amanhã, o presidente da Comissão Europeia visita um projecto financiado pela União Europeia no bairro do Sambizanga.
    A visita oficial de Durão Barroso serve também para passar em revista os programas de cooperação bilateral, no âmbito económico, político, de desenvolvimento e social, perspectivar e projectar o futuro das relações bilaterais. É neste âmbito que está prevista a assinatura de um acordo de parceria estratégica.

    Guiné-Bissau

    Devido aos últimos acontecimentos na Guiné-Bissau, a situação naquele país adquiriu estatuto de incontornável na agenda do encontro de hoje com o Chefe de Estado angolano.
    Numa altura em que a Comunidade Internacional desenvolve esforços diplomáticos no sentido de se solucionar a situação na Guiné-Bissau, após o golpe de Estado levado a cabo por militares no dia 12, a visita do presidente da Comissão Europeia, marcada há vários meses, surge em momento oportuno na medida em que José Eduardo e Durão Barroso vão poder falar com detalhe sobre o dossier Guiné-Bissau, com realce para as razões que levaram Luanda a dar por finda a sua missão de segurança naquele país. Há que realçar que numa conferência de imprensa, na terça-feira, em Bruxelas, o presidente da Comissão Europeia repudiou o golpe de Estado na Guiné-Bissau. Acompanhado pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, Durão Barroso deixou claro que a União Europeia está ao lado dos líderes democraticamente eleitos na Guiné-Bissau e “não tolerará golpes contrários à Constituição guineense e ao Estado de direito”.
    A CPLP, que tem na presidência Angola, defendeu no passado sábado a criação de uma força de interposição na Guiné-Bissau com o aval da Organização das Nações Unidas (ONU), a fim de garantir a defesa da paz e da segurança e a assegurar a ordem constitucional.
    O repto lançado após a reunião do conselho de ministros da organização, sábado último, em Lisboa, vai no sentido de obter um mandato definido pelo Conselho de Segurança da ONU com vista a protecção das instituições, das autoridades legítimas e das populações, bem como a conclusão do processo eleitoral e a concretização da reforma do sector de defesa e segurança da Guiné-Bissau.



     

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