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    Dívida pública da América sob vigilância

    A agência de notação financeira Moody`s colocou sob vigilância a dívida norte-americana, actualmente fixada em “Aaa”, classificação de topo.
    Em comunicado, a agência Moody`s refere que “colocou sob vigilância a nota ‘Aaa’ atribuída às obrigações dos Estados Unidos da América (EUA), com vista a uma eventual baixa (da classificação) face à probabilidade crescente de o limite legal da dívida não ser aumentado a tempo”.
    A agência de “rating” já tinha avisado, a 2 de Junho, que tomaria esta medida em meados de Julho se não fosse alcançado um acordo parlamentar que autorizasse o aumento do endividamento federal.
    O cenário de “catástrofe” não é posto de parte nos EUA, caso o país falhe o acordo para aumentar o limite da dívida. O presidente do banco central, Ben Bernanke, já fez um aviso nesse sentido.
    A imprensa dos EUA esteve ontem em efervescência devido à forma como as conversações entre a Casa Branca (residência do presidente norte-americano) e o Partido Republicano têm decorrido, tendo culminado com a saída de Barack Obama da reunião de quarta-feira à noite de forma “abrupta”, refere o “New York Times”, na edição digital de ontem.
    Enquanto a reunião decorria, a agência de notação financeira Moody`s colocava sob vigilância o “rating” máximo dos EUA, deixando a perspectiva de uma revisão em baixa da classificação do país no futuro, caso não haja um acordo entre as principais forças políticas para aumentar o nível da dívida, que se encontra, neste momento em 14,29 mil milhões de dólares norte-americanos. A Standard & Poor`s também já tinha ameaçado fazer o mesmo.
    O jornal “Washington Post” referiu um “cenário potencialmente catastrófico”, enquanto o “Financial Times” descreveu as negociações entre a Casa Branca e os republicanos como “rancorosas”. O “Los Angeles Times” antecipou uma “falência desastrosa no caso de haver mesmo um ‘default’ no dia 2 de Agosto”.

    O diferendo não é apenas entre democratas e republicanos, mas também dentro das próprias fileiras do Partido Republicano, referiu o “Washington Post”, com o líder da minoria no Senado, Mitch McConnell, a avisar que uma falência pode “destruir” a imagem do partido.
    Na publicação especializada em economia  “Wall Street Journal”, o antigo chefe de gabinete adjunto do presidente George W. Bush, Karl Rove, rotulou a capital norte-americana de “disfuncional”, acusando o presidente Barack Obama de ser um “liberal incompetente”.
    Do outro lado do espectro, o colunista E.J. Dionne Jr. escreveu no influente  “Washington Post”,  que o Presidente Barack Obamaacaba de  mostrar que “a redução do défice não é agora, e nunca foi, a prioridade dos republicanos”.

    in JA

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