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    Directora clínica considera infundadas as declarações proferidas por pacientes

    Os doentes com pouca gravidade não devem permanecer muito tempo no Banco de Urgência, afirmou ontem, em Luanda, a directora clínica do Hospital Américo Boavida, Lina Antunes.
    A responsável prestou estas declarações quando esclarecia os casos de Carlos Manuel Martins, 14 anos, mordido por um cão nos testículos, na última sexta-feira, e de Maria Patrícia da Silva, 38 anos, que manifestou o seu desagrado pelo atendimento.
    Lina Antunes explicou que o caso de Carlos Manuel não era grave, de acordo com o sistema de Manchester, implantado no Banco de Urgência.
    “O sistema de Manchester é um sistema de triagem, realizado pelo pessoal não médico, que permite distinguir os doentes que requerem urgência e os de pouca gravidade. Logo, a prioridade é para os doentes graves”, esclareceu.
    A médica ressaltou que o sistema é utilizado nos bancos de urgência de muitos países.
    O Jornal de Angola, na edição de sexta-feira, 22 de Julho, noticiou que Carlos Manuel Martins foi mordido por um cão nos testículos, às 10 horas da manhã, no bairro Marçal. A mãe, Graciana Manuel, foi com ele ao Hospital Américo Boavida, onde, às 15H00, recebeu os primeiros socorros. Ela considerou os cuidados pouco eficientes e dirigiu-se com o filho ao Hospital Josina Machel, na perspectiva de receber melhor assistência médica.
    Na mesma matéria, Maria Patrícia da Silva, 38 anos, residente no bairro do Benfica, esclareceu que manifestava sintomas de infecção renal e deslocou-se ao Hospital Américo Boavida, para ser consultada. A paciente lamentou o facto de permanecer mais de duas horas sem ser atendida. “Sinto-me lesada. É uma demora inacreditável”, sublinhou na ocasião.

    Lina Antunes considerou infundadas as afirmações de Maria Patrícia da Silva, uma vez que o seu nome não consta no registo informático dos doentes no hospital.
    Todavia, reconheceu que a assistência médica nos centros periféricos sanitários ainda é deficiente e às vezes as pessoas procuram socorro no banco de urgência do hospital.
    A directora clínica do Américo Boavida admitiu que os doentes com pouca gravidade são atendidos noutras salas, nas quais recebem os primeiros socorros.
    Com a aplicação do sistema de Manchester, o banco de urgência atendeu, no primeiro semestre deste ano, 12.885 doentes, de um total de 53.112, números que superam em 34,09 por cento o mesmo período do ano passado.
    A directora clínica disse que as enchentes que se registam no Hospital Américo Boavida devem-se ao facto de a unidade sanitária proporcionar novos serviços e de alguns estabelecimentos estarem encerrados.
    Lina Antunes referiu que o Hospital Américo Boavida atende doentes provenientes dos bairros onde estão localizados os hospitais dos Cajueiros e Geral, de Viana e de Cacuaco, cujo atendimento é realizado por um reduzido número de médicos, o que provoca o seu encaminhamento ao grande hospital.

    in JA

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