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    Diplomacia da CPLP reunida em Luanda

    Manhã intensa, ontem, no Palácio da Cidade Alta, em que o Presidente José Eduardo dos Santos concedeu audiências separadas ao mediador burundês Mohamed Rukara, portador de uma mensagem do Presidente Pierre Nkurunziza, a uma delegação de ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP e, finalmente, ao ministro português Paulo Portas, que também trouxe uma mensagem do seu Primeiro-Ministro.
    O burundês Mohamed Rukara, que hoje termina a visita de trabalho a Angola, disse aos jornalistas, no final da audiência, que a mensagem do Presidente Pierre Nkurunziza exalta os laços históricos e de amizade entre os dois países, além do interesse de Bujumbura em ver cada vez mais reforçada a cooperação bilateral.
    “O Burundi precisa da experiência de Angola. Terminamos recentemente uma guerra civil de muitos anos, estamos agora numa fase de paz e de democracia e queremos aproveitar a experiência de Angola no período pós guerra para desenvolvermos o nosso país”, disse Ruraka.
    O Burundi, sublinhou, quer desenvolver-se em termos de infra-estruturas, tal como assistimos aqui em Angola.

    Guiné Equatorial

    O processo de adesão da Guiné Equatorial também teve vez no encontro de ontem. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Moçambique anunciou que consta da agenda do Conselho de Ministros uma informação sobre o ponto de situação do processo feita pelo Secretário Executivo da CPLP, que recentemente organizou uma missão para visitar o país e que deve apresentar hoje o relatório da visita.
    “Vamos ouvir o relatório, os países também têm informações adicionais a prestar, vamos juntar todas as informações e ver que passo será dado a seguir”, disse Oldemiro Maloy.
    Outros dois assuntos mereceram destaque na audiência ao grupo de ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP, o acordo ortográfico, que é, de resto, um dos temas dominantes da sessão do Conselho de Ministros da CPLP, e o processo de estabilização social e política da Guiné-Bissau, questão prioritária da presidência angolana da CPLP.
    Sobre o acordo ortográfico, o ministro moçambicano afirmou que em alguns países, especialmente em Angola e Moçambique, “os processos têm sido relativamente mais lentos, dada a dimensão e a complexidade dos problemas que são enfrentados”. Oldemiro Marques Maloy defendeu que “antes de se avançar, mais do que já se avançou, com a assinatura, é necessário socializar, envolver toda a população na problemática do acordo ortográfico,de modo a que seja plenamente assumido”.
    A assinatura do acordo é, por si só, frisou, uma demonstração de vontade política de aderir: “foi um acto consciente e não entusiasmo de circunstância”, rematou. Quanto à Guiné-Bissau, sublinhou a satisfação da comunidade pelos progressos registados, apesar dos “ruídos” notados há cerca de uma semana.  “A experiência acumulada no tratamento de situações como esta, mesmo na Guiné-Bissau, aconselha a intervenção rápida e vigorosa para reencaminhar o processo tal qual como estava anteriormente”, apontou.

    Elogios ao desenvolvimento

    O ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, recebido, ontem, em audiência, pelo Presidente da República, disse à imprensa que, na cooperação entre os dois países, falta ainda acertar posições em relação aos vistos, mas que já está definido o percurso que vai conduzir a um sistema de vistos que garante segurança aos investimentos nos dois sentidos.
    Para o ministro português dos Negócios Estrangeiros é só uma questão de tempo.
    “A breve trecho, quer o ministro Chikoti quer eu próprio poderemos dizer que o Estado angolano e o Estado português tiveram o pragmatismo de querer facilitar mais a vida às pessoas e às empresas, e ter um sistema mais homogéneo na questão dos vistos, que favoreça não só às duas economias, como favoreça aos investimentos”.
    Portas considerou impressionante a vontade dos angolanos de construírem o seu futuro.  “É um enorme desenvolvimento, vemos obras em todo o lado, e quando olhamos com atenção vemos muitas obras que estão a ser feitas por empresas portuguesas ou em parcerias com empresas angolanas”, afirmou, salientando que a paz deu a Angola o que necessitava para o desenvolvimento.

    Fonte: Jornal de Angola

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