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    Dezenas de mortos em três ataques no norte do Mali

    Esta sexta-feira, uma base do exército foi alvo de um ataque suicida em Gao, no norte do Mali, um dia depois de dois ataques atribuídos a jihadistas que mataram, pelo menos, 49 civis e 15 soldados, também no norte do país. Hoje começou um dia de luto nacional de três dias pelos ataques da véspera a um barco de transporte de passageiros e a uma outra base militar.

    É o terceiro ataque no norte do Mali em 24 horas. Esta sexta-feira de manhã, o exército anunciou ter sido visado por um ataque suicida em Gao, mas não adiantou o número de vítimas.

    Na véspera, dois ataques a um barco de transporte de passageiros e a uma base militar, também no norte do país, mataram 49 civis e 15 soldados e hoje começou um luto nacional de três dias.

    O comunicado do governo não precisou o número preciso de vítimas de cada ataque de quinta-feira, limitando-se a avançar “um balanço provisório de 49 civis e 15 militares mortos” e a indicar que ambos foram “reivindicados” pela aliança jihadista afiliada à Al-Qaeda conhecida como “Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos” [no acrónimo francês GSIM]. Este grupo reividicou no próprio dia, no seu canal de propaganda online, o ataque à base militar.

    O outro ataque visou um barco da Companhia de Navegação Fluvial do Mali (Comanaf) com projécteis de calibre militar, ao final da manhã, entre Tombuctu e Gao. O navio tem a capacidade de transportar cerca de 300 passageiros, mas a empresa não adiantou o número de pessoas a bordo.

    A 1 de Setembro, na mesma região de Tombuctu, um outro barco da companhia estatal também foi atacado. Recentemente a aliança jihadista anunciou um cerco a Tombuctu, uma das maiores localidades do Mali que, em 2012, tinha caído nas mãos de grupos salafistas. A segurança está actualmente a cargo das autoridades malianas, depois de a missão da ONU no Mali, Minusma, ter sido pressionada a deixar o país pela junta militar, no poder desde 2020.

    O transporte fluvial era, até estes atentados, a forma mais segura de se deslocar entre a capital, Bamako, e algumas cidades do leste e do norte, que estão sob grande pressão de grupos jihadistas.

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    FonteRFI

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