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    Detectada substância química nos depósitos de combustível

    Uma substância química encontrada nos depósitos de combustível do Boeing 777 da TAAG -Linhas Aéreas de Angola, que em Dezembro perdeu peças em Almada (Portugal), tendo sido forçado a aterrar de emergência no Aeroporto de Lisboa, pode estar na base do incidente.
    Segundo o administrador da companhia aérea angolana para a área operacional, Rui Carreira, a substância química foi encontrada no quadro das investigações que uma equipa de peritos europeus está a efectuar para apurar as reais causas que estiveram na base do incidente.
    O administrador da TAAG referiu que as investigações continuam e a fabricante dos motores, a General Electric, está empenhada em descobrir as causas reais do acidente.
    “Nos depósitos do combustível do avião foi encontrado um elemento químico que se suspeita ter sido a causa do problema”, disse Rui Carreira.
    O administrador da TAAG afirmou que não se pode dizer que a substância química encontrada nos depósitos tem a ver com o combustível da Sonangol, sublinhando que os aviões são abastecidos em vários países.
    “As investigações vão levar algum tempo. O fabricante do avião está em cima do acontecimento e é do seu interesse apurar as causas do acidente para prevenir situações idênticas no futuro”, acentuou.
    Sobre as restrições impostas à TAAG em relação ao espaço aéreo europeu, Rui Carreira frisou que a companhia está a trabalhar para quando os inspectores europeus voltarem a Angola, encontrem a transportadora aérea angolana em boas condições e as restrições vão ser completamente levantadas.

    Lembrou que as restrições dizem respeito aos aviões ao Jumbo 747 e ao Boeing 737-200.
    “O Jumbo 747 já faz parte da nossa frota, portanto é um elemento a eliminar.
    Em relação ao Boeing 737-200 foram feitos alguns aperfeiçoamentos nos seus equipamentos, mas desde já devo tranquilizar as pessoas que a TAAG não tem intenção de voar com este tipo de aviões para a Europa, fazem apenas voos nacionais”, esclareceu.
    Rui Carreira considera a TAAG uma companhia segura e sublinhou que as questões de manutenção que muitas vezes interferem na segurança do voo têm muito a ver com aspectos organizacionais, como a planificação da manutenção.
    “Neste momento a TAAG está à vontade para falar da manutenção. Temos uma entidade aeronáutica que não se compara com a que foi nos anos anteriores e que está permanecente sob os olhos da TAAG”. Sublinhou que a TAAG é obrigada a cumprir o que está regulamentado nos seus manuais e pás instruções da aeronáutica civil internacional.
    Em relação à pesquisa de novas rotas, o administrador da TAAG disse que exceptuando a linha Luanda-Porto, o mercado não justifica a abertura de novos destinos.

    Fonte: Jornal de Angola

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