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    Desculpa Bing, o Google entende-me melhor

    Para quem tem uma relação de longa data com a pesquisa do Google, usar durante alguns dias o Bing, o motor de busca da Microsoft, é entrar em território estranho. O Google já se adaptou a mim, sabe do que gosto e tolera os meus erros.

    A decisão de vasculhar a Internet com o Bing aconteceu na semana passada, quando o Google foi atacado por blogues reputados no mundo da tecnologia (como o TechCrunch) e por empresas online (com o Twitter à cabeça).

    O motivo das queixas foi o facto de o Google ter lançado uma nova funcionalidade, chamada Search plus Your World. As páginas de resultados passaram a mostrar conteúdos criados no Google+ pela pessoa que faz a busca ou conteúdos que tenham sido partilhados com ela (o Google+ é a rede social que a empresa lançou no ano passado). Isto inclui conteúdos privados.

    A ideia, explicou o Google, é conhecer “relacionamentos e pessoas” e aproveitar as ligações sociais para dar resultados mais relevantes. O problema é que os únicos relacionamentos conhecidos pelo Google são os que existem na sua própria rede social. E muitos utilizadores passaram a ver lixo partilhado pelos amigos acima dos resultados úteis.

    Em defesa do Google, esta funcionalidade pode ser desligada, em cada pesquisa ou permanentemente. E, se o Facebook deixasse, o Google não se importaria nada de entrar pelas páginas desta rede social adentro, algo que hoje não acontece e que, enquanto as duas empresas permanecerem de costas voltadas, não acontecerá.

    A nova funcionalidade foi descrita por muitos dos que opinam sobre a matéria como um tiro no pé. E o impensável aconteceu: não faltou quem sugerisse que o Google tinha conseguido estragar a sua própria pesquisa e que o Bing, que tem vindo muito lentamente a ganhar quota de mercado, era a melhor alternativa.

    É provável que quem use a pesquisa do Google já se tenha sentido incomodado: a dada altura, sentimos que ela nos conhece bem demais, e num ou outro momento, isso pode ser assustador. E a página do Bing até tem a vantagem de ser mais bonita, com uma fotografia diferente a cada dia: uma paisagem com neve, um animal, um paraíso tropical (o Google também permite imagens de fundo, mas o utilizador tem de as seleccionar, já que o site mantém o visual espartano de sempre).

    Usar o Bing, porém, é um regresso ao passado. Ao longo dos últimos cinco dias, uma pesquisa no motor da Microsoft resultou em algumas frustrações, agravadas quando a pesquisa era feita só em Portugal. Estranhamente, seleccionando a opção “Só português” (diz respeito à língua) o resultado eram sempre uma página em branco; seleccionar a opção “Apenas Portugal” (o país) já funcionava.

     

    Fonte: Publico

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