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    Deputada considera silêncio cúmplice da violência

    Luanda – A deputada Luísa Damião considerou nesta sexta-feira, em Luanda, que o silêncio funciona como cúmplice da violência, um assunto que precisa de ser abordado com seriedade, pois trata-se de um fenómeno generalizado que não distingue raça, classe social ou religião.

    Deputada Luisa Damiao (Foto: Clemente Dos Santos/Angop)
    Deputada Luisa Damiao (Foto: Clemente Dos Santos/Angop)

    Para a deputada, que falava durante uma palestra sobre “O Papel dos Meios da Comunicação Social no Combate à Violência Doméstica”, promovido pelo Centro de Imprensa Aníbal de Melo”, a violência contra as mulheres constitui uma das violações aos direitos humanos mais silenciados no mundo.

    Acrescentou que a violência contra o ser humano é um problema complexo que não se resolve de forma simples.

    Encontrar soluções representa um enorme desafio para toda a sociedade e o combate à violência exige acções integradas em diversos níveis, áreas e instâncias, pelo que não se pode combater a violência sem exigir o fim da impunidade.

    O jornalista, no entender da parlamentar, deve estar consciente de que ficar indiferente ou omitir um caso de violência é ser cúmplice dessa violência.

    “Mas é necessário que os jornalistas estejam bem preparados para cobrir essa temática, eles devem estar conscientes de que lidam com um tema delicado, que tem a ver com a emoção, os sentimentos e a vida das pessoas envolvidas”, referiu.

    No entanto, defendeu, o discurso jornalístico deve identificar-se com a voz das vítimas de violência, outorgando visibilidade ao seu drama e deve ter no seu conteúdo uma mensagem persuasiva, uma cobertura que a média proporciona e as campanhas na média podem dar ênfase e relevo a problemas urgentes como a violência.

    Luísa Damião frisou que os meios de comunicação têm a capacidade de definir a agenda de debates, influenciam a opinião pública, sensibilizam os gestores de políticas públicas e o poder de seleccionar e hierarquizar questões, dando a elas, maior ou menor peso.

    Por conseguinte, esclareceu, é importante que os meios de comunicação exerçam esse poder de maneira ética e com responsabilidade social.

    A deputada disse ser necessário que os media informem sobre a real magnitude da violência, tanto no país como no mundo, divulgando números actualizados e obtidos junto de fontes credíveis.

    Divulgar o trabalho desenvolvido pelos profissionais que actuam nos centros de aconselhamento jurídico, nas organizações não-governamentais que dão assistência às vítimas, nos serviços de referência nos hospitais, que prestam atendimento multidisciplinar às vítimas, deve ser o caminho, na óptica da palestrante.

    Por outro lado, apontou também outras abordagens que devem ser feitas pela imprensa sobre o fenómeno, como revelar o custo económico e social da violência, mostrando que há vítimas que faltam ao trabalho e que a violência acaba gerando uma grande demanda nos serviços de saúde, de polícia e de justiça.

    Outrossim é de todo imporntate mostrar que o Estado já assumiu o compromisso de combater a violência, ao assinar tratados e convenções internacionais para prevenir, punir e erradicar a violência e conferir um lado pedagógico e humano à notícia e fazer o público se identificar com o problema. (portalangop.co.ao)

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