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    Decretado na Nigéria o recolher obrigatório

    As autoridades do Estado nigeriano de Adamawa (norte) decretaram ontem um recolher obrigatório de 24 horas, na sequência de confrontos sectários que resultaram na morte de cerca de três dezenas de cristãos nos últimos dias.

    “Na sequência de uma série de ataques em certas zonas, o governo local impôs um recolher obrigatório de 24 horas em todo o Estado”, declarou o secretário do governo estadual, Kobis Ari, num comunicado citado pela agência France Presse.

    Pelo menos três dezenas de pessoas morreram em ataques nos estados de Adamawa e Yobe. A Polícia nigeriana atribui a autoria dos atentados à milícia islâmica Boko Haram, que exige fundamentalmente que se imponha a sharia (lei islâmica) em todo o país.

    Centenas de habitantes abandonaram no sábado as suas casas no nordeste da Nigéria depois de um novo ataque de milícias islamitas, que aumentaram os actos de violência contra os cristãos após expirar o ultimato dado para que deixassem a região.

    Esta escalada causa temor de uma generalização da violência religiosa no país de 160 milhões de habitantes, o mais habitado de África. No sul predomina a religião cristã e o norte é maioritariamente muçulmano. Os dirigentes cristãos da Nigéria condenaram a “limpeza étnica e religiosa” protagonizada por grupos radicais islamitas contra os membros da sua confissão no norte do país e pediram mais acção do Governo Federal. Uma reunião de urgência de dignitários cristãos chegou à conclusão que o “esquema desses massacres” faz pensar numa “depuração étnica e religiosa sistemática”, declarou Ayi Oritsejafor, dirigente da Associação Cristã da Nigéria.

    Na cidade de Potiskum (nordeste) “houve tiroteios entre as nossas forças e os combatentes do grupo rebelde Boko Haram (movimento islamita) durante grande parte da noite, que causaram mortos e feridos”, disse no sábado o chefe da Polícia do Estado de Yobe, Lawan Tanko. “É prematuro falar em números, porque ainda estamos a investigar e a fazer o balanço da situação”, acrescentou.
    Os habitantes dos bairros próximos da unidade da Polícia atacada pelos islamitas na noite de sexta-feira explicaram que abandonaram as suas casas por medo dos ataques das milícias, refugiando-se nas casas de familiares e amigos.

    Potiskum é uma das zonas que foram colocadas em estado de emergência pelo presidente Goodluck Jonathan a 31 de Dezembro. Os militares foram enviados no sábado e tomaram posições ao redor da unidade de Polícia.

    Dezenas de islamitas armados atacaram Potiskum na sexta-feira à tarde e gritavam “Alah akbar” (Deus é grande). Dois bancos foram assaltados e incendiados pelos islamitas, segundo os habitantes.
    A cidade de Potiskum, situada no “coração” do norte muçulmano do país, é regularmente alvo dos ataques do Boko Haram. Um ultimato fixado por um porta-voz da seita islamita aos cristãos para que abandonem o norte do país expirou na quarta-feira ao anoitecer.

    Fonte: Jornal de Angola

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