Sábado, Março 2, 2024
14.8 C
Lisboa
More

    “Danos nas relações entre Lisboa e Luanda são reparáveis”, diz juíz angolano

    (DR)
    (DR)

    O juiz-conselheiro do Tribunal Constitucional angolano Onofre dos Santos considerou hoje que os danos resultantes da mais recente tensão diplomática entre Portugal e Angola são reparáveis, com “tempo e mão de obra”.

    Em declarações aos jornalistas, à margem de uma conferência sobre cultura angolana que hoje se realiza em Lisboa, Onofre dos Santos disse que “todos os danos são reparáveis” e as relações entre Lisboa e Luanda não são exceção.

    “Como num acidente de carro, não há danos irreparáveis, mas é claro que houve danos que vão levar algum tempo e mão de obra para serem resolvidos”, realçou.

    Os danos referidos dizem respeito à recente tensão diplomática entre os dois países, depois de declarações do chefe da diplomacia portuguesa, Rui Machete, a propósito de investigações judiciais a dirigentes angolanos.

    Em entrevista à Rádio Nacional de Angola, em setembro, Rui Machete minimizou as consequências das investigações da justiça portuguesa e acabou por pedir desculpa a Luanda.

    Na sequência disso, em outubro, o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, descartou, num discurso perante o Parlamento, uma possível parceria estratégica entre os dois países.

    Lisboa e Luanda tinham acordado a realização da primeira cimeira bilateral para o próximo mês.

    Nesta quarta-feira, Rui Machete afirmou que a cimeira entre Portugal e Angola não se vai realizar, mas apenas reuniões bilaterais, insistindo, porém, que as relações entre os dois países se processam “normalmente”.

    Questionado sobre se o Governo português devia pedir desculpa a Angola, o juiz-conselheiro Onofre dos Santos respondeu: “Tenho a minha opinião, mas não me posso pronunciar.”

    Para Onofre dos Santos, “os agentes agitadores das ideias, que passam por impolutos e acusam outros de cometerem crimes, como branqueamento de capitais, vão continuar a usar o processo de denúncia”.

    Considerando que tal recurso “é legítimo”, o jurista frisa que o é apenas quando as denúncias partem de factos que “podem ser comprovados”. Caso contrário, pode resvalar em “injustiça” e em fins que não justificam os meios. (noticiasaominuto.com)

    Publicidade

    spot_img

    POSTAR COMENTÁRIO

    Por favor digite seu comentário!
    Por favor, digite seu nome aqui

    Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

    - Publicidade -spot_img

    ÚLTIMAS NOTÍCIAS

    PGR realça empenho no combate à criminalidade económico-financeira

    O Procurador-Geral da República (PGR), Hélder Pitta Groz, sublinhou esta sexta-feira, em Luanda, que o esforço e empenho da...

    Artigos Relacionados

    Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
    • https://spaudio.servers.pt/8004/stream
    • Radio Calema
    • Radio Calema