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    Crime transnacional

    Bandeira da ONU (DR)
    Bandeira da ONU (DR)

    O combate à criminalidade organizada transnacional é uma grande preocupação de muitos Estados que concertam acções para fazer face a um problema que preocupa o mundo.

    A luta contra o crime organizado, pela sua complexidade, não pode ser feita apenas pelos países isoladamente. Os Estados compreenderam que têm de empreender um combate em que cada um coloca as suas capacidades para neutralizar organizações criminosas que usam cada vez mais meios sofisticados para iludir os seus sistemas de segurança.
    São muitos os êxitos conseguidos na luta pela neutralização de grupos criminosos que se movimentam em vários países, mas há ainda muito trabalho por fazer, estando diversos Estados a encontrar permanentemente vias que possam diminuir o nível da criminalidade transnacional. A sofisticação da actuação das organizações criminosas tem levado os Estados a procurar métodos e meios de intervenção contra o crime transnacional cada vez mais eficientes, de modo a que essas organizações não tenham espaço para cometer crimes.
    Os Estados, e não são poucos, têm direccionado verbas importantes para a luta contra o crime transnacional, particularmente o tráfico de drogas. Há Estados que criaram unidades especializadas no combate ao tráfico, estando a obter resultados positivos. O combate ao tráfico das drogas é complexo, mas os Estados não desistem da luta feita em benefício de toda a humanidade.
    Quando órgãos policiais de diferentes Estados apreendem drogas, estão a salvar muitas vidas humanas. Os governos perceberam que devem colaborar para um combate conjunto a um mal que afecta milhões de pessoas no mundo.
    Os traficantes não estão preocupados com os problemas que causam às sociedades com a disseminação de drogas por vários pontos do planeta. O que os move é apenas o enriquecimento ilícito.
    Angola tem-se preocupado com o fenómeno da criminalidade transnacional e feito um combate cerrado ao tráfico de drogas, neutralizando muitas dezenas de traficantes de diferentes nacionalidades.
    É inegável o bom serviço que a nossa Polícia, em colaboração com autoridades de outros Estados, realizou nos últimos anos, com apreensões de droga no nosso território. A nossa Polícia tem dado provas de estar à altura de neutralizar as redes de criminosos ligadas ao tráfico de drogas. É importante que as nossas autoridades policiais continuem a elevar o seu nível de operacionalidade no combate às drogas a fim de prestarmos também a nossa contribuição à luta contra a criminalidade transnacional.
    O nosso país tem participado em fóruns que tratam do combate à criminalidade transnacional e isso é bom para Angola, na medida em que podemos adquirir conhecimentos para melhorar o trabalho da polícia internamente.
    A troca de experiências é fundamental num mundo como o nosso, com problemas transversais, que não têm só a ver com um Estado. É bom que as nossas autoridades policiais e outras estejam sempre presentes em reuniões que tenham a ver com a luta contra a criminalidade transnacional.
    É verdade que o Estados estão hoje mais preparados para a luta contra o crime organizado. São exemplo disso as diversas detenções de chefes de organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas e de seres humanos. Os angolanos têm acompanhado com muita atenção os fenómenos que ocorrem no mundo e que estão ligados à criminalidade transnacional.
    É positivo que os angolanos estejam a estudar esses fenómenos e a preparar-se para poder tomar medidas preventivas. Conhecendo-se bem o fenómeno da criminalidade transnacional, podemos criar as condições no nosso país para a neutralização dos que, por exemplo, se dedicam ao tráfico de drogas.
    É fundamental que aprendamos com outros países que fazem também uma luta contra o tráfico de droga. Há países que acumularam muita experiência nessa luta e convém que as nossas autoridades policiais tirem partido do que de positivo os outros Estados têm feito neste combate complexo à criminalidade transnacional.
    É dado adquirido que o combate à criminalidade transnacional deve ser feito no quadro de uma cooperação interestatal, a fim de produzir resultados, com benefícios para todos os Estados nele envolvidos. A unidade dos Estados no combate ao crime transnacional vai permitir que organizações criminosas venham mais facilmente a ser anuladas por acções conjuntas de autoridades policiais de diferentes países. Só havendo maior cooperação entre os Estados é que poderemos combater com eficiência a criminalidade transnacional. (jornaldeangola.com)

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