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    Criado na província Conselho de Auscultação da Criança

    O Conselho Provincial da Criança, coordenado pelo governador Paulo Pombolo, reuniu, na terça-feira, na cidade do Uíge, para analisar a situação actual e perspectivar melhores condições de vida para as crianças.
    A secretária executiva do Conselho da Criança disse que o principal objectivo do encontro foi o de mobilizar o governo, os parceiros e a sociedade civil para uma intervenção mais actuante em relação aos programas decisivos do Executivo para protecção integral e desenvolvimento das crianças no quadriénio 2009-2013.
    As discussões, referiu Adelina Pinto, estiveram directamente relacionadas com a esperança de vida das crianças, com menos de 5 anos, garantia à educação primária e profissional dos adolescentes até aos 18, reforço da prevenção e redução do impacto do VIH/SIDA nas famílias e a integração, cada vez maior, das crianças nos planos nacionais e no Orçamento Geral dos Estado.  O encontro decidiu criar um Conselho Provincial de Auscultação da Criança para conhecer melhor os seus problemas e aspirações, incentivar a construção de mais parques e centros infantis, bibliotecas, mais unidade hospitalares, tendo em vista a melhoria do acesso aos cuidados primários e escolas e desenvolver e reforçar a distribuição da merenda e kits escolares, sobretudo a crianças necessitadas.
    O melhoramento dos serviços de registo de crianças nas maternidades, centros e postos de saúde, promoção do diálogo nas famílias e a construção de um edifício para a instalação do julgado de menores são algumas das recomendações do encontro.
    O relatório apresentado pela secretária executiva do Conselho Provincial da Criança refere que, quanto à assistência médica e medicamentosa às crianças foram registadas melhorias entre 2010 e o primeiro trimestre deste ano.
    Um melhor fornecimento de medicamentos aos hospitais, centros e postos de saúde, assistência sanitária em tempo oportuno, aumento de médicos e de enfermeiros, construção de mais unidades sanitárias e a realização de várias campanhas de pulverização residual e intra domiciliária permitiu a prestação de um melhor serviço de saúde.
    No período em causa, salienta no documento, houve uma diminuição da propagação de doenças e de mortes nas unidades hospitalares, sobretudo de crianças até 5 anos.
    A malária continua a ser a principal causa da mortalidade materno-infantil, seguindo-se as doenças respiratórias e diarreicas agudas.
    Em 2010, foram registados 54.223 casos de malária e este ano, no primeiro trimestre, 2.597, o que perspectiva uma redução considerável de doentes até ao final de 2011.  Quanto à saúde reprodutiva, o relatório refere que 443.993 mulheres em idade fértil aderiram aos centros materno-infantís.
    Também foram registados 11.839 partos nas maternidades, com 464 nados mortos. As parteiras tradicionais ajudaram a nascer, pelo menos, 1.840 crianças.  “As principais complicações e causas de mortes maternas registadas são as hemorragias, toxemia, roturas uterinas, cesarianas, abortos, malária e hepatite”, disse. Adelina Pinto, salientando que para a redução destes casos o governo está empenhado numa maior distribuição de medicamentos e de mosquiteiros e na realização de campanhas de vacinação e de sensibilização.

     

     

     

    Fonte: Jornal de Angola

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