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    Cresce a tensão entre os países

    O Egipto decidiu retirar o seu embaixador em Israel, como forma de protesto contra a morte de elementos das suas forças de segurança num incidente que aconteceu na passada quinta-feira na fronteira com a faixa de Gaza.
    A situação elevou a tensão entre os dois países e o Egipto acabou por avançar com esta decisão extrema durante a madrugada de ontem. “O Egipto decidiu retirar o seu embaixador em Israel até que seja apresentado um pedido de desculpas oficial”, noticiou a televisão estatal do país, citada pela agência France Press. Esta foi a primeira vez em 11 anos que o Egipto ordenou o regresso a casa de um embaixador do país em Israel.
    Na sexta-feira à noite, um novo ataque israelita fez mais três mortos na faixa de Gaza. Registaram-se também três feridos no ataque aéreo do Exército de Israel. O porta-voz dos serviços de urgência do movimento islâmico Hamas (no poder, em Gaza), Adham Selmiya, disse que uma das vítimas foi uma criança de cinco anos.
    Com o ataque de sexta-feira, subiu para 14 o número de mortos numa série de raides aéreos israelitas na faixa de Gaza que começaram na passada quinta-feira, altura em que três atentados coordenados foram executados perto da estância balnear de Eilat, no sul de Israel e junto à fronteira com o Egipto e com a Jordânia.
    Numa reacção televisiva a estes incidentes, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, qualificou os ataques como “um atentado à soberania” de Israel e advertiu que “os responsáveis iriam pagar um preço muito grande”. Centenas de egípcios manifestaram-se também à porta da embaixada israelita na cidade do Cairo, empunhando a bandeira nacional e exigindo que o embaixador seja expulso do país.
    Os Estados Unidos da América e a União Europeia também condenaram os ataques em Eilat e um porta-voz das Nações Unidas disse que o secretário-geral, Ban Ki-moon, estava “preocupado com o risco de uma escalada de violência e pediu para que todos agissem com contenção”.
    O Egipto, que assinou um tratado de paz com Israel em 1979, reforçou recentemente a segurança no deserto do Sinai, que faz fronteira com Israel e a faixa de Gaza.

    As forças de segurança egípcias disseram na terça-feira que durante um ataque do exército a grupos armados no norte do Sinai foram detidos quatro rebeldes islâmicos que se preparavam para fazer explodir um gasoduto.
    Informações oficiais do Egipto dizem que grupos rebeldes no Sinai têm aproveitado a falta de segurança causada pela deposição do presidente Hosni Mubarak em Fevereiro último.

    Fonte: Jornal de Angola

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