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    Cooperativa aumenta produção agrícola

    Cooperativa aumenta produção agrícola

    Cerca de 135 toneladas de bens diversos, entre batata rena, cebola, milho, tomate, massambala, massango e alho vão passar a ser produzidos mensalmente, a partir de Maio do próximo ano, pelos agricultores da cooperativa Aurora Impulo, no município de Quilengues, na província da Huíla.

    “É uma solução para se reduzir a importação de produtos agrícolas provenientes principalmente das Repúblicas da África do Sul, Namíbia e Zimbabwe, porque Angola tem todas as potencialidades para o seu auto sustento e também para partir para a exportação”, disse o presidente da referida cooperativa, Silvério Quiosa, ao Jornal de Angola. De acordo com Silvério Quiosa, a criação desta associação vai, para além de reduzir a importação dos produtos agrícolas, criar um incentivo ao programa de desenvolvimento rural e combate à pobreza. Apesar de reconhecer que a situação em que o país esteve mergulhado está na origem desta dependência na aquisição de bens do campo, considerou que é chegada a hora de reduzir, ou até acabar, com a importação de bens que podem ser localmente produzidos.
    Cerca de 3.500 pessoas vão passar a ter emprego directo, ao mesmo tempo que pelo menos 2.500 terão indirectamente uma ocupação, através dos três sectores, nomeadamente agrícola, pecuária e industrial, que compõem esta unidade.
    O funcionamento da cooperativa, que tem as condições preparadas para usar muitos meios técnicos e tecnológicos, está garantido por quadros angolanos, entre os quais engenheiros agrónomos, técnicos de nível médio e outros. Apesar disso, a coordenação da cooperativa aguarda a contribuição de outros técnicos e continua a entabular contactos com várias instituições de ensino ligadas à agronomia, para o enquadramento de mais especialistas.
    Instalada numa área total de cerca de 15 mil hectares, a cooperativa está localizada nas antigas fazendas de Mussandji, Candjindi, Fala Lukote e Pira, regiões que apresentam um microclima que permite resultados satisfatórios. Segundo Silvério Quiosa, consta também das políticas da unidade agrícola a criação de incentivos para atrair os jovens que, por diversas razões, não encontram meios de subsistência nos grandes centros urbanos, pelo que foi tida em conta a criação de escolas que permitam que os seus trabalhadores estudem depois da actividade do campo. “A articulação com as autoridades comunais e municipais a este respeito já foi feita”, disse. De igual modo, está salvaguarda a questão da assistência médica e medicamentosa.
    Sobre a questão do escoamento dos produtos, particularmente para os grandes centros de comércio, como Luanda, Huíla, Benguela e Huambo, assegurou estar garantido.
    Sem mencionar quantidades, adi­antou que muito associados puseram os seus camiões à disposição e, em tempo útil, os habitantes das grandes cidades, e não só, terão a oportunidade de adquirir os bens a preços competitivos.
    “Estudámos com cuidado a questão da evacuação de produtos, que às vezes acabam por se deteriorar nas fazendas”, lamentou, adiantando que os governos provinciais deviam acautelar esta situação, que torna os preços mais baratos.

    Fonte: Jornal de Angola

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