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    Conselho de Segurança da ONU discute hoje novo projeto de resolução sobre a Síria

    Os chefes da diplomacia os Estados Unidos, França, Reino Unido e Portugal têm presença confirmada hoje em Nova Iorque para apoiar um projeto de resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre um plano da Liga Árabe para a Síria.

    A secretária de Estados dos EUA, Hillary Clinton, e os seus homólogos francês, Alain Juppé, britânico, William Hague, e de Portugal, Paulo Portas, vão estar presentes na reunião formal e aberta do Conselho de Segurança, onde estão previstas intervenções do secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al-Arabi, que deverá ser acompanhado pelo presidente do comité árabe de acompanhamento da Síria, o primeiro-ministro e chefe da diplomacia do Qatar, Hamad bin Jassim bin Jaber Al Thani.

    No encontro, o responsável da Liga Árabe deverá apresentar as grandes linhas do plano, que prevê o fim da violência e a transferência dos poderes do Presidente Bashar al-Assad para o seu vice-presidente, antes da abertura de negociações com a oposição.

    O chefe da diplomacia russa Serguei Lavrov, que efetua uma deslocação à região da Ásia-Pacífico, não deverá deslocar-se a Nova Iorque.

    Moscovo reafirmou hoje a sua oposição ao novo projeto de resolução, e já excluiu qualquer negociação em torno de um texto definido como “inaceitável”.

    Na perspetiva dos responsáveis russos, o atual documento “não está longe” da versão proposta pelos países ocidentais em outubro, e que na ocasião mereceu o duplo veto de Moscovo e Pequim.

    Devido à resistência da Rússia, o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Alain Juppé, admitiu na segunda-feira que ainda não estavam reunidas as condições para adotar uma resolução.

    Em Nova Iorque, de acordo com a agência noticiosa AFP, os diplomatas também não admitiam um voto “no imediato”, enquanto a violência se intensifica em diversas regiões do país, incluindo nos subúrbios de Damasco.

    Fontes diplomáticas francesas admitiram no entanto que “os mecanismos no interior do Conselho de Segurança da ONU evoluíram”, designadamente com a admissão no início de janeiro de cinco novos membros não permanentes – Marrocos, Togo, Guatemala, Paquistão e Azerbaijão -, mais convencidos da necessidade de uma posição internacional sobre a crise síria.

    Em paralelo, o Brasil, que com outros países emergentes e membros não permanentes – Índia e África do Sul – se opunha a qualquer ingerência nos “assuntos internos” da Síria, já não integra o Conselho de Segurança.

    De acordo com diplomatas franceses, “pelo menos dez países” dos 15 que integram o Conselho de Segurança – e onde se inclui Portugal, eleito para o biénio 2011-2012 – poderão ser favoráveis ao projeto de resolução apresentado por Marrocos em nome da Liga Árabe.

    Fonte: Angop

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