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    Congoleses estão a fugir de Kinshasa

    As eleições foram marcadas por uma campanha violenta e uma série de irregularidades

    Cerca de três mil pessoas provenientes de Kinshasa atravessaram, no último fim-de-semana, o rio Congo em direcção a Brazzaville, a capital do Congo, devido aos receios de violências pós-eleitorais na República Democrática do Congo (RDC).
    O número de pessoas “que recebemos no sábado e hoje (…) ultrapassa as três mil”, indicou à agência noticiosa AFP um agente dos serviços de emigração no porto fluvial do Beach.
    Ao pronunciar-se sobre o aumento do afluxo de cidadãos da RDC, o ministro congolês do Interior, Raymond Mboulou, considerou que ainda não se verifica uma “situação de crise declarada”, e garantiu que a fronteira vai permanecer aberta.
    Os partidos de oposição rejeitaram, no sábado, os resultados parciais divulgados pela Comissão Eleitoral, que dão ao presidente Joseph Kabila, candidato à reeleição, uma vantagem inicial na contagem de votos.
    Numa declaração conjunta, assinada pelos principais partidos, incluindo o de Etienne Tshisekedi, a oposição citou irregularidades e disse que a Comissão Eleitoral estava “a preparar psicologicamente a população para a fraude.”
    “Rejeitamos esses resultados parciais e os consideramos nulos e anulados”, dizia o comunicado lido por Vital Kamerhe.
    O comunicado também dizia que a maneira como a comissão estava a divulgar os resultados era ilegal.

    A oposição pediu a mediação de outros líderes africanos, mas recusou-se a formar um governo de integração nacional com Kabila.
    A contagem não incluía resultados dos votos da capital Kinhasa, onde Tshisekedi espera ter muito apoio. A percentagem dos votos contados variou muito de uma província para outra.
    O secretário-geral da UDPS, Jacquemain Lukoo, disse à Reuters que o governo se arriscava a incitar à violência pela suspeita de fraude generalizada.
    “Se eles continuarem assim, por certo há-de haver problemas, não deixaremos isso assim”, disse.
    A comissão disse que foi forçada a divulgar os resultados parciais, após a publicação feita por hackers de números falsos no seu site oficial, que mostravam uma grande liderança de Tshisekedi. Os resultados oficiais são divulgados hoje pela Comissão Eleitoral.


    Fonte: Jornal de Angola

    Fotografia: Jornal de Angola

     

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