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    Comissão examina modelos eleitorais

    O vice-ministro da Administração do Território (MAT) para questões eleitorais, Adão de Almeida, assegurou ontem, em Luanda, que o Gabinete de Processamento de Dados do Registo Eleitoral está dotado de ferramentas para assegurar o processo de actualização do registo eleitoral, que começa dia 29 e termina a 16 de Dezembro.
    Adão de Almeida, que falava no final de uma visita que os representantes de instituições eleitorais de Portugal, África do Sul, Zimbabwe e Moçambique efectuaram ontem àquele órgão, anunciou que na base de dados do referido gabinete estão registados oito milhões e 600 mil eleitores, número que deve aumentar com o registo de novos eleitores, incluindo os que completam 18 anos de idade este ano.
    O processo será implementado de forma gradual, começando no próximo dia 29 nas principais sedes provinciais e nalguns municípios, e depois, progressivamente, vai estender-se aos restantes municípios e comunas.
    O vice-ministro assegurou a presença de representantes de organizações políticas na fiscalização do processo de actualização do registo, adiantando que os partidos devem, desde já, apresentar aos órgãos competentes os seus fiscais, para serem devidamente credenciados.
    “O que vamos fazer agora é permitir que, durante o processo de actualização do registo, os eleitores possam escolher o local onde pretendam votar, para depois serem produzidos os respectivos cadernos eleitorais” afirmou.
    A actualização do registo eleitoral vai envolver mais de dois mil operadores e 400 postos de registo, havendo um esforço no sentido de serem abrangidos os locais mais recônditos do país. “O período de execução do processo de actualização é relativamente longo em comparação com os anos anteriores. Vamos trabalhar com afinco à escala nacional, para envolvermos o maior número de eleitores possível”, salientou.
    A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) realiza hoje, em Luanda, um seminário sobre modelos de organização e gestão eleitoral, destinado a comissários nacionais, presidentes das comissões provinciais eleitorais, directores e chefes de departamento.

    Reconhecimento

    Os representes de instituições eleitorais de Moçambique, África do Sul, Zimbabwe e Portugal, que participam hoje, em Luanda, num seminário sobre modelos de organização e gestão eleitoral, promovido pelo Comissão Nacional Eleitoral, consideram que Angola deu um grande passo para a fiabilidade dos dados, com a criação do Gabinete de Processamento de Dados do Registo Eleitoral.
    Após a visita àquele órgão, a representante do Zimbabwe, Joyce Kazembe, disse ter ficado impressionada com a tecnologia instalada no Gabinete do CNE e que vai levar a experiência para o seu país.
    Joyce Kazembe achou curioso o facto de existirem mais angolanos com Cartão de Eleitor do que com Bilhete de Identidade, situação completamente diferente da existente no seu país.
    O director-geral da Administração Interna de Portugal, Jorge Miguéis, considerou interessante a visita ao centro de processamento de dados da CNE, tendo elogiado o grau de evolução registado nos últimos anos a nível da administração eleitoral em Angola. “Pelo que acabo de constatar, não tenho dúvidas que Angola está preparada para organizar eleições justas e livres, de forma clara e democrática” afirmou.
    Jorge Miguéis disse que os partidos políticos angolanos que vão concorrer às eleições de 2012 podem estar descansados, porque todo o sistema oferece muita segurança e fiabilidade. Para António Carrasco, consultor internacional moçambicano, o sistema electrónico instalado no Gabinete de Processamento de Dados da CNE é dos projectos mais seguros na região. “Devo, com toda a honestidade, dizer que este projecto ultrapassa o do meu país, que continua a bater-se por criar um dispositivo electrónico como este” afirmou, acrescentando que com este investimento, estão criadas as condições básicas em Angola para a realização do processo eleitoral com segurança.
    Por último, o director de informação da Comissão Eleitoral da África do Sul, Libisi Mophongo, disse apenas que Angola possui um órgão de processamento de dados com todas as condições.

    Fonta: Jornal de Angola

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