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    Cimeira da SADC reforça integração

    O secretário executivo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Tomaz Salomão, afirmou, ontem, em Luanda, que a região deve apoiar iniciativas que transmitam ao continente e ao mundo a mensagem que África não é um continente perdido e em desespero, apesar das dificuldades que enfrenta.
    “Temos de transformar o potencial que existe na região e no continente em beneficio dos cidadãos, valorizando, em primeiro lugar, os recursos humanos”, afirmou o moçambicano ao serviço da organização regional, na cerimónia de lançamento do lema oficial da cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da SADC, que decorre, de 11 a 18 de Agosto, em Luanda.
    “Consolidar as bases da integração regional: Desenvolvimento das infra-estruturas para facilitar as trocas comerciais e a liberalização económica” é o lema da cimeira de Luanda.
    De acordo com o programa, de 11 a 13 de Agosto decorre a reunião dos altos funcionários que vai preparar a reunião do Conselho de Ministros, que se reúne nos dias 15 e 16 para adoptar os documentos a serem submetidos à reunião dos Chefes de Estado. Os Chefes de Estado começam a chegar a Luanda no dia 16 de. No mesmo dia decorre a reunião da troika do órgão – constituída pela Zâmbia (presidente), África do Sul e Moçambique – que vai deliberar sobre questões de natureza política.
    A cerimónia de abertura oficial da cimeira é no dia 17, marcada por intervenções do presidente cessante, Namíbia, e do novo líder da organização regional, Angola. Estão previstas, entre outras, intervenções do presidente da Comissão da União Africana, do Banco Africano de Desenvolvimento e do representante do Secretário-Geral das Nações Unidas.
    Os Chefes de Estado devem fazer intervenções sobre a situação política do continente, especialmente em Madagáscar, na República Democrática do Congo, no Zimbabué e no Lesotho.
    Os Presidentes da República devem debruçar-se também sobre a situação financeira da organização e dos processos relativos ao desenvolvimento e consolidação da integração económica da região, em particular aspectos relativos ao protocolo de comércio e ao desenvolvimento das infra-estruturas.

    “De uma maneira geral, vão fazer uma avaliação do nosso desempenho económico como região depois da crise económica e financeira”, disse Tomaz Salomão, sublinhando a apresentação de relatórios referentes aos desenvolvimento humano e social, ao género, segurança alimentar, geração de emprego e a questão do HIV-Sida.
    Os Chefes de Estado vão analisar as acções que a região desenvolve para responder aos efeitos da crise financeira mundial. “Os Chefes de Estado devem dar indicações precisas sobre a direcção e o trabalho que precisa de se realizar no quadro da revisão do Plano Indicativo Estratégico Regional”, declarou.
    No âmbito económico, os Chefes de Estado fazem uma apreciação das vantagens e do posicionamento que a SADC deve tomar nas negociações futuras, além de assinarem instrumentos legais para consolidar a integração regional.

    in JA

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