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    Centeno assegura que dúvidas do BCE serão clarificadas

    ”As clarificações que forem necessárias fazer face às dúvidas do BCE serão feitas”, disse Mário Centeno à margem de uma conferência sobre “Desafios para a Economia europeia” na qual participou com a ministra da Economia espanhola, Nadia Calvino, citado pel’O Jornal Económico que aponta a Lusa como fonte.

    O ministro das Finanças, Mário Centeno, assegurou hoje em Madrid que serão feitas as “clarificações que forem necessárias” face às “dúvidas” do Banco Central Europeu (BCE) sobre a proposta de lei do Governo para a supervisão financeira.

    ”As clarificações que forem necessárias fazer face às dúvidas do BCE serão feitas”, disse Mário Centeno à margem de uma conferência sobre “Desafios para a Economia europeia” na qual participou com a ministra da Economia espanhola, Nadia Calvino.

    O ministro português acrescentou que está “certo” de que Lisboa conseguirá “nas próximas semanas e meses” aprovar uma proposta que, “obviamente, respeite os tratados e a vontade política de reforço da supervisão em Portugal”.

    Num parecer a que a Lusa teve hoje acesso, o BCE faz várias críticas à proposta de lei do Governo para a supervisão financeira, referindo incompatibilidades com o sistema europeu de bancos centrais, aumento de pressão política e pouca clareza do projecto.

    “A proposta foi construída com uma ampla participação de todos os agentes de supervisão e políticos em Portugal”, afirmou Mário Centeno, dando como exemplo entre as medidas propostas a que reduz o número de lugares de nomeação política.

    De acordo com a proposta do Governo, entregue ao parlamento em 20 de Março, o Sistema Nacional de Supervisão Financeira será composto pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), o Banco de Portugal (BdP), a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Conselho Nacional de Supervisores Financeiros (CNSF), composto pela ASF, BdP e CMVM, e pela ARSG.

    Nos pareceres já enviados ao parlamento, Banco de Portugal, CMVM e ASF fizeram críticas ao projecto de lei do Governo.

    O BdP manifestou-se contra a fiscalização da Inspecção-Geral de Finanças à sua actividade, considerando que põe em causa a sua independência.

    Por sua vez, a CMVM considerou que a proposta de reforma da supervisão financeira aumenta os custos e reduz a independência dos supervisores.

    Já a ASF considerou que não é claro como será feito o financiamento da futura autoridade de resolução bancária.

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