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    CEMGFA não sabe quanto custou operação na Guiné

    O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) disse ontem que não faz “a mínima ideia” quanto custou o envio da Força de Reação Imediata (FRI) para a Guiné-Bissau. No entanto, fonte oficial do seu gabinete contactada pelo Expresso no final da semana passada garantiu que tais valores foram enviados para o ministro da Defesa e que só este os poderia divulgar.

    “Não estou preocupado com isso para já, hei de preocupar-me depois. Só quando a força regressar. O custo não é uma prioridade para mim, custou o que custou, o que posso dizer por exemplo é que o ‘Bérrio’ (navio reabastecedor) saiu de Lisboa com 200 toneladas de combustível”, afirmou o general Luís Araújo durante um encontro com jornalistas em Lisboa.

    O general destacou o nível de prontidão da FRI, sublinhando que partiu em missão “após 36 horas da decisão política”, sem que “ninguém tivesse pestanejado”.

    “Banho de sangue”

    O CEMGFA confirmou ainda que os meios navais e aéreos envolvidos nesta operação – duas fragatas, uma corveta, um navio reabastecedor e dois aviões – já estão de regresso a Portugal e defendeu que a presença na costa oeste de África tranquilizou os cidadãos portugueses na Guiné.

    “Tínhamos uma força a oito horas de poder resgatar qualquer pessoa do país (…) Esta situação podia ter descambado num banho de sangue”, argumentou o general Luís Araújo. Na sua opinião, o envio da Força de Reação Imediata para a Guiné-Bissau evitou que a violência naquele país pudesse atingir “níveis deploráveis”.

    Uma estimativa avançada esta segunda-feira pelo Expresso com base em informação recolhida junto de fontes militares apontava para um custo superior a dois milhões de euros (ver relacionados).

    O Expresso procurou saber junto do Ministério da Defesa quanto custava diariamente a Força de Intervenção Rápida destacada para a Guiné, mas fonte oficial do gabinete de Aguiar Branco, citando o próprio ministro, limitou-se a dizer que “há um momento para agir e outro para fazer as contas” e que “as contas serão feitas no final”.

    Desde 19 de abril que as fronteiras aéreas e terrestres da Guiné-Bissau estão abertas. A TAP realizou o primeiro voo para Bissau no dia 23 de abril.

    Sexta-feira, 4 de maio, o Ministério da Defesa determinou a “retração” dos meios militares. No comunicado então divulgado pode ler-se que a decisão tem em conta “as condições de segurança da comunidade portuguesa na Guiné-Bissau” e a situação de “abertura das fronteiras terrestres, marítimas e aéreas que tem permitido um fluxo normal de entradas e saídas do território”.

    FONTE: Expresso

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