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    Cavaco Silva, agora laudatório, votou contra resolução da ONU a favor de libertação de Mandela

    Cavaco Silva (Foto: Daniel Rocha)
    Cavaco Silva (Foto: Daniel Rocha)

    Pouco depois do anúncio oficial da morte de Nelson Mandela, o Presidente da República de Portugal emitiu uma nota na qual teceu rasgados elogios ao finado, mas alguma imprensa portuguesa sublinhou justamente que o autor dos encómios fora o mesmo que em 1987, enquanto Primeiro-Ministro luso, votou, na ONU, contra uma resolução que, entre outras coisas, exigia a libertação de Mandela

    Para além das rádios TSF e Antena 1, também o Partido Comunista Português e um analista político do Expresso, Daniel Oliveira, recordaram este triste episódio da recente história diplomática lusitana.

    O actual Presidente da República de Portugal e o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, João de Deus Pinheiro, preferiram o seguidismo aos Estados Unidos e Inglaterra, de Ronald Reagan e Margaret Thatcher, respectivamente, que colocar-se ao lado da liberdade e dos ventos da História. Aliás, estes três estados foram os únicos a tomar tal decisão, sendo que 129 países votaram a favor da resolução e 22 se abstiveram.

    Em 2008, num artigo escrito na revista VISÃO, por ocasião do 90º aniversário de Madiba, Cavaco Silva escreveu então que Madiba era “um gigante do nosso tempo”.

    Ontem, Cavaco Silva usou sobre Mandela expressões, tais como “estatura moral”,  “universalidade do legado do líder sul-africano” e “figura maior da África do Sul”

    Contradições difíceis de compreender.

    (Portal de Angola)

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    2 COMENTÁRIOS

    1. Concluíndo: Portugal votou pela libertação imediata de Nelson Mandela e contra a legalização do ANC. Se bem que condenável igualmente, a justificação foi dada pelos 500 000 portugueses que viviam nessa altura na África do Sul.

    2. Meus caros,

      Essa notícia parece não ser a verdadeira. De facto, segundo parece, a votação foi feita em separado: por um lado a legalização do ANC e por outro a libertação imediata de Nelson Mandela. Eu ontem também fui falando no assunto com o mesmo sentido que vocês, mas feitas as devidas correcções há que dar a mão à palmatória.

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