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    Camponeses lamentam a falta de chuva

    A primeira fase da campanha agrícola 2011-2012 na província do Kwanza-Norte está comprometida devido à ausência de chuvas que se regista desde Novembro, disse ontem ao Jornal de Angola o director da Agricultura, Pesca e Desenvolvimeto Rural.
    Fernando Mesquita disse que a ausência de chuvas pode afectar a primeira fase da campanha agrícola, principalmente na parte sul da província, que é a mais privilegiada em termos de cultivo, esclarecendo que caso a situação prevaleça, a instituição que dirige vai trabalhar num programa de emergência que consiste em ajuda alimentar directa, entrega gratuita de sementes, instrumentos de trabalho e preparação de terras.
    Nem todos os produtos foram a afectados por falta da chuva, mas o responsável diz que os camponeses não vão poder colher o que previam nesta fase, o que deixa insatisfeitas muitas famílias que vivem do campo e admitiu que as mesmas têm sérias dificuldades em reembolsar o crédito de campanha agrícola. A direcção da Agricultura, os bancos e os camponeses vão ter de encontrar um meio-termo para o pagamento dos créditos, para que as partes envolvidas não saiam prejudicadas.
    Em função disso, Fernando Mesquita pediu calma aos camponeses afectados, já que foi constituída uma equipa de trabalho para o caso e para ver a possibilidade de ajudar os homens que se dedicam ao campo.   “Estamos esperançados de que a qualquer momento pode vir a chuva. Por isso, não há razões de nos sentirmos desanimados. A desmatação, o fabrico de carvão, a má utilização dos solos, as queimadas têm muita influência no desaparecimento das chuvas”, disse.

    INAMET

    O responsável do serviço provincial do Instituto Nacional de Meteorologia (INAMET) no Kwanza-Norte, Pinto António Paka, disse ao Jornal de Angola que a problemática da falta de chuvas nesta região se deve às mudanças climáticas nos meses de Novembro e Dezembro e que se arrasta até Janeiro, porque se regista uma pequena estiagem.
    “Estes casos acontecem em qualquer altura do ano, devido às constantes transformações que ocorrem. A má utilização da natureza pode ser um factor primordial da ausência da chuva nessa província”, dissse.
    O delegado da Associação Ex-FAPLA (ASCOFA), Botelho Diogo, lamenta a ausência de chuva, sublinhando que vários colegas seus dependem do campo para o seu sustento e com a situação vigente não têm meios para reembolsar o Crédito Agrícola de Campanha.

     

    Fonte: Jornal de Angola

    Fotografia: Nilo Mateus

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