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    Camisinha substitui pílula como método preferido na Alemanha

    Preocupação com efeitos colaterais dos hormônios vem desestimulando o uso da pílula, em favor da camisinha. Uso do DIU de cobre também cresceu na população mais jovem.

    Pela primeira na série histórica, há mais pessoas que preferem a camisinha do que a pílula como método anticoncepcional na Alemanha, segundo uma pesquisa divulgada nesta quinta-fera (16/11).

    Mais de metade dos entrevistados (53%) respondeu que usa em suas relações sexuais a camisinha. É o método anticoncepcional que mais cresceu na preferência dos alemães na última década. Em 2018, 46% usavam esse método e, em 2011, 37%. A camisinha também é eficaz para evitar a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis.

    Já a popularidade da pílula vem caindo: neste ano, 38% dos respondentes disseram usar o método em sua vida sexual (a própria pessoa ou a parceira), contra 47% em 2018 e 53% em 2011.

    A pesquisa foi realizada pelo Centro Federal de Educação em Saúde (BZgA) e entrevistou por telefone, em agosto e setembro, 1.001 pessoas sexualmente ativas de 18 a 49 anos.

    Preocupação com efeitos colaterais

    O BZgA avalia que a mudança de preferência da pílula para a camisinha deve-se a um receio cada vez maior de usar hormônios e seus efeitos colaterais.

    A pílula leva em sua composição uma combinação de hormônios, em geral estrógeno e progesterona, para inibir a ovulação e deixar o útero mais hostil a espermatozóides. É considerado um método seguro, mas pode provocar efeitos colaterais.

    Em 2018, 48% dos respondentes concordaram com a afirmação de que a pílula ou outros métodos baseados em hormônios tinham efeitos negativos para o corpo e a mente. Neste ano, esse percentual subiu para 61%.

    O maior recuo no uso da pílula foi registrado na população mais jovem, de 18 a 29 anos. Em 2011, 72% desse estrato responderam que usavam a pílula e, neste ano, 46%.

    Na faixa dos 30 a 39 anos, o percentual caiu de 51% para 33%. Já na faixa de 40 a 49 anos, o uso da pílula subiu de 34% para 37% no período.

    O levantamento identificou também uma queda no apoio ao uso de pílulas anticoncepcionais por “garotas muito novas”. Em 2018, 43% opunham-se a essa prescrição e, em 2023, 52%.

    DIU de cobre também em alta

    O levantamento identificou ainda uma alta na preferência pelo DIU de cobre, que não leva hormônio. Em 2023, 14% dos respondentes disseram que usavam esse método (ou a sua parceira), quatro pontos percentuais a mais do que em relação a 2018.

    A maior alta foi na população mais jovem de 18 a 29 anos. Em 2011, apenas 3% responderam que usavam (ou sua parceira) o DIU de cobre. Neste ano, 18% declararam usar esse método.

    Estabilidade no uso de contraceptivos

    A pesquisa identificou um cenário estável quanto ao percentual de pessoas que declaram usar um método contraceptivo em suas relações sexuais. Em 2018, 71% faziam isso e, neste ano, 70%.

    O maior percentual de uso de algum método contraceptivo se dá entre as pessoas de 18 a 29 anos (85%). Na população de 30 a 39 anos, são 70% e, na de 40 a 49 anos, 59%.

    bl (ots)

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    FonteDW

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