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    Calabeto e Pedrito vão ao Musongué

    Os músicos Paulino Pinheiro, Calabeto e Pedrito são as principais referências da edição do mês de Julho do programa Musongué da Tradição, amanhã, no Centro Cultural e Recreativo Kilamba, em Luanda.
    O responsável do espaço, Estêvão Costa, revelou que o programa, que serve de antecâmara para às comemorações dos dez anos de existência da instituição, a ser assinalado em Dezembro deste ano, conta ainda com as participações de Nito Nunes e Kipuka, tendo como base instrumental a banda Movimento.
    “Este programa é denominado Musongué das Recordações, porque se insere no quadro dos programas que vão ser promovidos para assinalar os dez anos de existência do Kilamba. São dez anos de muita luta, persistência e, acima de tudo, de muito trabalho em prol da valorização, divulgação e preservação da cultura angolana, em particular da música”, disse Estêvão Costa.
    A intenção é preparar as condições para as comemorações dos dez anos do Kilamba, colocando à disposição do público um leque de artistas que possa levá-los a recordar os “velhos” tempos da música angolana e tendo em atenção a preservação e divulgação do que melhor foi produzido entre as décadas de 50 a 80.
    “Temos uma riqueza musical a preservar e divulgar, razão pela qual o Kilamba tudo faz no sentido de, em cada programa, brindar o público com o que de melhor existe no nosso mosaico musical. O lema da casa é dar o melhor ao público e temos feito tudo para que assim seja”, reforçou.
    O Musongué da Tradição é um programa que começou em Fevereiro de 2007 e visa a promoção, divulgação e valorização da música angolana produzida nos anos 60, 70 e 80. O conjunto Jovens do Prenda e os artistas Zecax, Don Caetano e Proletário foram os primeiros convidados.
    O espectáculo faz parte da grelha de programas do Centro Recreativo e Cultural Kilamba, antigo Maria das Escrequenhas, que tem ainda “Farrar ao Antigamente” e “Show à Sexta-Feira”.

    Historial dos convidados

    António Miguel Manuel Francisco “Calabeto”, nascido em Luanda, a 3 de Abril de 1945, iniciou a sua actividade na Missão Evangélica, fazendo parte do coro daquela congregação religiosa. Em 1958, Calabeto fundou a Turma Rio de Janeiro.
    Com uma carreira iniciada na década de 1950, Calabeto tem um repertório onde se destacam os temas “Nzambi”, “Ngolo Yami”, “Avante o Poder Popular”, “Tussocana Kiebi”, “Camarada Presidente”, “Nguami Maka”, “A Vitória é Certa”, “Ngui dia ngui nua” e “Divórcio”.
    Com 59 anos, 42 dos quais de carreira musical, Paulino Pinheiro, antigo integrante do conjunto Akapana, tem os seus maiores sucessos gravados em disco.
    O cantor, que se sente influenciado por músicos como Mário Gama, Elias dia Kimuezo, Luís Visconde, Duo Ouro Negro e “Vum Vum”, nasceu no município do Bembe, província do Uíge, tendo iniciado a sua carreira musical no palco infantil denominado “Palmo e Meio” em alguns centros recreativos e culturais de Luanda, em 1966.
    No mesmo ano, Paulino Pinheiro fundou o seu primeiro grupo, denominado “Os jovens da Maianga”, formado por pioneiros do bairro Catambor, que durou pouco tempo. No ano seguinte, trocou o Catambor pelo Rangel, onde na Rua dos Estudantes fundou o seu segundo grupo, “Impérios Negros”, do qual faziam parte figuras conhecidas como Nando Figueira, Man Quintas, Zé Topa e João Leite.  O seu primeiro disco foi lançado em 1971.
    José Manuel Pedrinho “Pedrito”, cantor angolano com 40 anos de carreira e uma produção discográfica iniciada na década de 70, tem no seu repertório várias músicas de sucesso.
    Pedrito editou e publicou a sua primeira obra discográfica intitulada “Aleluia”, em 1994, e em 2003 fez sair a público o disco “Avô Bêa”. O seu último disco é “Mensagens de Amor”.
    Nito Nunes é natural da província do Bengo, onde nasceu em 1941. Inácio Luís Carlos “Nito Nunes” começou a dar os primeiros passos no mundo da música aos 14 anos, em Catete, integrado na Turma da Rotunda de Catete, um conjunto que tinha nas suas fileiras os já falecidos Mandriz, Maneco, Torló e Domingos Capacaça.
    Xavier Jorge Rangel da Piedade (Kipuka) nasceu na Funda, província do Bengo, no dia 6 de Abril de 1944, e conheceu, aos oito anos, os irmãos Elias e Catarino Bárber, dos Kimbandas do Ritmo.
    Em 1963, Kipuka junta-se aos “Malambas”, grupo em que passou a ser a voz principal, daí a designação de “Kipuka e seus Malambas”.
    O conjunto era formado por Adriano de Almeida (Dadinho, viola solo), António Gonçalves (Massangano, viola ritmo), Pedro Silva (Santana, dikanza), e José Massano Júnior (Ngoma), jovens dos 15 aos 18 anos.
    Em 1991, o Ministério da Cultura reuniu e editou em CD os principais êxitos do conjunto “Kipuka e seus Malambas”.

    in JA

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