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    Café literário com Pepetela

     

    Autor de “Lueji” vai falar num “Café Literário” sobre algumas questões que afligem África e as suas relações com o Brasil

    Pepetela e Ondjaki e o autor português Gonçalo Tavares são os convidados especiais da 15ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que começou ontem e este ano homenageia a cultura e a realidade brasileira.
    A actividade editorial, que se vai prolongar até ao dia 11, conta com a presença de 150 escritores brasileiros e 23 estrangeiros. “O Brasil passa por um óptimo momento no cenário internacional, tanto económica, como culturalmente”, afirmaram os organizadores.
    Com um investimento total de 10,7 milhões de dólares e a expectativa de atrair 600 mil visitantes, a feira é considerada o maior evento editorial brasileiro.
    Este ano, a presidente Dilma Rousseff é esperada na cerimónia de abertura da bienal, onde vai também participar numa das mesas de debates, para falar sobre “A relação da mulher com o livro”.
    Os escritores convidados, anunciou a organização, têm todos livros editados no mercado brasileiro e vão representar os autores contemporâneos de língua portuguesa fora do Brasil.
    Embora os três, Pepetela, Ondjaki e Gonçalo Tavares, façam intervenções no domingo, dia 4, cada um deles é uma referência da programação cultural, conhecida como “Café Literário”.
    A intenção da actividade, disse organização, é aproximar o público leitor dos autores preferidos, com uma conversa intimista sobre um tema determinado, seguido de uma sessão de autógrafos.

    No domingo, ao meio-dia, o angolano Ondjaki participa, ao lado da brasileira Andrea del Fuego, da mesa-redonda que discute a presença da magia na ficção. Em Seguida, Gonçalo Tavares participa no debate “o autor: entre a busca da expressão justa e a aventura da metáfora”. Vai discutir o assunto com o belga ­Michel Laub e a chilena, radicada no Brasil, Carola Saavedra.
    Pepetela foi o escolhido para falar sobre questões de África e suas relações com o Brasil. Numa palestra intitulada “África-Brasil: transas literárias, transes existenciais”, o autor vai debater com o compositor e escritor Nei Lopes as influências da cultura negra na literatura brasileira.
    A homenagem ao Brasil marca praticamente todas as actividades da feira, que conta com uma série de acções para discutir a realidade do país. Estão ainda agendados, dois encontros com escritores que criaram releituras sobre o passado do Brasil, como Laurentino Gomes e Isabel Lustosa, que prometem promover debates “nada convencionais” acerca das relações históricas com Portugal.
    Durante os dez dias da bienal vão ser lançados mil títulos, com expectativa de venda em torno de 2,5 milhões de exemplares.

     

    Fonte: Jornal de Angola

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