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    Café Ginga inicia este ano processo de internacionalização

    (angolabelazebelo.com)
    (angolabelazebelo.com)

    Luanda – A partir de 2014, a marca de café angolano Ginga passará a ser exportado para os mercados sul-africano, namibiano e moçambicano. Café Ginga inicia este ano processo de internacionalização

    A iniciativa consta de um conjunto de objectivos da empresa Angonabeiro, detentora da marca, que prevê igualmente para o próximo ano elevar o volume de consumo de café em Angola, ainda considerado baixo.

    Neste momento decorrem processos de negociação entre a direcção comercial da Angonabeiro e empresas dos três países interessadas em comercializar o produto, conforme adiantou hoje (quinta-feira) à Angop o director-geral da instituição, José Carlos Beato.

    Os três países, segundo o director, vão servir igualmente de “tubo de ensaio” para as exportações da empresa que prevê utilizar estesmercados para vender o produto em países europeus.

    Caso se concretizem as perspectivas, o café Ginga vai pela primeira vez ser consumido fora do território angolano, uma etapa que, segundo o director-geral da Angonabeiro, constitui um marco na actividade do grupo.

    “Há perspectivas muito favoráveis em relação aos acordos. Esperemos que até ao primeiro trimestre do próximo ano o café Ginga venha a ser consumido na África do Sul, na Namíbia e em Moçambique”, enfatizou o responsável.

    Embora o consumo de café no país tenha aumentado 40 porcento neste ano, ante os 25 pontos percentuais atingidos em 2011, José Carlos Beato disse que o crescimento ainda fica longe daquilo que é a perspectiva da Angonabeiro e atribui a este “aquém dos anseios” ao fraco consumo do produto a nível interno.

    “Há necessidade de se elevar o nível de consumo de café em Angola. Neste prisma, a Angonabeiro tem efectuado várias campanhas de promoção do produto, bem como efectuado campanhas de degustação em feiras, principalmente as de Luanda”, disse.

    No capítulo do cultivo, a Angonabeiro quer alargar actividade nas províncias do Uíge e do Zaire, áreas tradicionalmente estratégicas. Neste sentido, o José Carlos Beato disse que decorrem nas duas províncias processos de gestão de campos para o cultivo.

    Considerou necessário o desenvolvimento da produção de café em Angola pois, segundo o responsável, “é necessário que o país volte a ocupar o topo dos principais produtores de café do mundo”.

    “Estamos igualmente a manter contactos com os produtores destas duas províncias e assim responder uma preocupação premente na região que tem a ver com o processo de escoamento. Nem sempre os produtores têm a devida capacidade que se impõe neste capítulo. O acordo facilitaria tanto a nós, compradores, quanto a eles”, reforçou.

    A ideia, acrescentou , passa por ajudar a desenvolver toda a fileira do café, desde o cultivo no campo até à sua transformação e comercialização.

    Sobre o desenvolvimento do sector, o responsável defende que se deve primeiro olhar para o produto como uma possibilidade concreta de diversificação da economia porque o potencial existe.

    Segundo o Programa Nacional de Recuperação e Desenvolvimento do Sector do Café (PRDC), a dimensão do sector cafeícola empresarial é actualmente muito reduzida, comparativamente com as explorações que existiam até a década de 70.

    O mesmo programa refere que parte das unidades de produção que foram transferidas do estatal para o privado acabaram, na sua grande maioria, por paralisar, devido a factores como a fraca capacidade financeira de uma grande parte dos novos proprietários, falta de mão-de-obra e baixa cotação do café no mercado internacional.

    Na década de 70, Angola foi o quarto maior produtor de café do mundo, com colheitas anuais na ordem das 200 mil toneladas. Hoje o país contenta-se com uma produção (comercial) estimada em quatro mil toneladas.

    Prevê-se que nos próximos 5 anos sejam produzidas 80 mil toneladas de café Amboim e Arábica somente na província do Kwanza Sul, no quadro do projecto de relançamento e revitalização da cafeicultura implementado pelo Instituto Nacional do Café (Inca). A produção vai exigir um esforço financeiro na ordem dos 8 biliões de kwanzas e vai ocupar uma área de produção de 120 mil hectares. (portalangop.co.ao)

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