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    Cabo Verde com perspetiva de bom ano agrícola

    (Foto: ecaboverde.com)
    (Foto: ecaboverde.com)

    Praia, Cabo Verde – A primeira década de setembro em Cabo Verde ficou marcada pela queda significativa das chuvas, vestindo de verde todos os pontos das ilhas, dando vigor às culturas de sequeiro e renovando as esperanças num bom ano agrícola, segundo dados oficiais.

    De acordo com os mesmos dados, nas zonas altas das ilhas do Fogo, Santiago e Santo Antão, onde se tem registado precipitações regulares, a cultura do milho encontra-se na segunda fase de desenvolvimento, com nove a 11 folhas apresentando bom vigor vegetativo e os feijões no estado de floração/frutificação.

    O solo, nessas regiões, encontra-se bastante húmido, estando os agricultores na segunda monda, enquanto que já se deu início à plantação de fruteiras.

    Nas zonas intermédias, por seu turno, as culturas do milho e feijões encontram-se na primeira fase de crescimento, tendo-se já iniciado a primeira monda com o solo a apresentar uma “boa humidade”.

    Nas ilhas de S. Nicolau, Brava e no município de Porto Novo, na ilha de Santo Antão, as chuvas caídas na primeira década serviram para mudar o panorama agrícola, principalmente nos estratos climáticos do semiárido, revelam os dados disponibilizados pela Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, através do Boletim Decadário de Seguimento da Campanha Agrícola.

    A tempestade tropical que atingiu, semana passada, a generalidade das ilhas do arquipélago provocando muita chuva e fortes ventos, causaram alguns prejuízos ainda não calculados aos agricultores, principalmente das ilhas do Fogo, Santo Antão e Santiago afetando as plantações do milho e mesmo arrastamento das culturas nas encostas e leitos das ribeiras.

    As precipitações registadas nos últimos dias em quase todo o arquipélago, as barragens recentemente inauguradas, bem como as em fase de construção já acumularam água em quantidade suficiente que podem garantir uma boa campanha agrícola a nível de culturas irrigadas (horticultura).

    A barragem de Salineiro, na Ribeira Grande de Santiago, inaugurada em junho passado, apesar de ser a que tem menos água, devido à fraca precipitação na localidade, pode também encher, até finais de outubro.

    A retida na barragem de Faveta, em São Salvador do Mundo, inaugurada há menos de dois meses (20 de julho) já ultrapassou a sua capacidade máxima de captação (670.620 metros cúbicos de água por ano), tendo 30 metros de altura, 103 de comprimento e uma capacidade de descarregamento de 25 metros.

    Enquanto isso, a barragem de Saquinho, em Santa Catarina, a um mês de ser inaugurada, já captou três porcento da sua capacidade de água, que é de 701 mil metros cúbicos por ano, podendo atingir até um milhão de metros cúbicos de água.

    A de Poilão, a primeira infraestrutura do género construída em Cabo Verde por técnicos chineses e que foi inaugurada em julho de 2007, já armazenou água em quantidade superior a um milhão 700 mil metros cúbicos da sua capacidade de retenção.

    Isto significa que, à partida, garante uma boa produção aos agricultores que beneficiam da água retirada da barragem para as suas culturas de regadio, conclui o boletim. (panapress.com)

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