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    BPI admite venda da operação em Angola

    BPI está a avaliar venda da operação em Angola. (Foto: D.R.)
    BPI está a avaliar venda da operação em Angola.
    (Foto: D.R.)

    O BPI admitiu esta quarta-feira que “está a estudar soluções” para a operação em Angola, onde tem a maioria do Banco de Fomento Angola (BFA). A instituição liderada por Fernando Ulrich confirma ter contratado duas instituições internacionais para avaliar este cenário, refere em  comunicado  enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A venda da operação é um dos cenários.

    “O Banco BPI está a estudar soluções para acomodar o limite de exposição a grandes riscos decorrente da exposição do Banco de Fomento Angola ao Estado Angolano e ao Banco Nacional de Angola, tema que o Banco apresentou desenvolvidamente em comunicado publicado no passado dia 16 de Dezembro de 2014″, refere o primeiro ponto do comunicado.

    A instituição liderada por Fernando Ulrich acrescenta que, para acomodar o limite de exposição, “são possíveis várias soluções, tendo o Banco BPI contratado duas instituições financeiras internacionais para lhe prestar apoio na análise e exploração dessas soluções. Até ao momento, o Banco BPI não tomou qualquer decisão quanto à solução a adoptar. O Banco BPI prestará informação ao mercado logo que ocorram desenvolvimentos que o justifiquem”.

    O comunicado do banco enviado à CMVM confirma a notícia desta quarta-feira do Jornal de Negócios, que refere que o Goldman Sachs está a contactar potenciais interessados na compra da operação angolana do BPI. O banco português tem 50,1% do Banco de Fomento Angola. Os restantes 49,9% são controlados pela empresária Isabel dos Santos, através da operadora Unitel.

    Esta participação tem mesmo gerado polémica junto do Banco Central Europeu (BCE). A instituição liderada por Mario Draghi introduziu no início de 2015 uma nova forma de contabilização da exposição indireta a Angola, país que não adota regras de supervisão e regulação idênticas às da Comissão Europeia. Esta situação alterou o cálculo dos ativos ponderados pelo risco, ou seja, que são tidos em conta nos rácios de solidez de capital exigidos pelos reguladores.

    O BPI, desde o início de 2015, que está obrigado pelo BCE a reduzir a exposição indireta a Angola, através do BFA, depois de ter ultrapassado os limites aos grandes riscos. Esta situação também teve impacto no rácio de capital, que mede a solvabilidade dos bancos. São 2,979 mil milhões de euros em excesso em relação ao Estado de Angola e 184 milhões de euros face ao Banco Nacional de Angola.

    Os títulos do BPI seguem a recuar 1,36% para 1,02 euros por ação.

    BPI AINDA NÃO TOMOU DECISÃO SOBRE VENDA EM ANGOLA

    O BPI tem de reduzir a sua exposição a Angola, por imposição do Banco Central Europeu (BCE). Das várias opções existentes, uma delas é a venda da participação de 50,1% no Banco de Fomento Angola (BFA). No entanto, o banco garante que ainda nenhuma decisão está tomada.

    O banco liderado por Fernando Ulrich contratou a Goldman Sachs para sondar o mercado em relação à venda da posição no banco angolano, segundo avançou o Jornal de Negócios. O BPI contratou “duas instituições financeiras internacionais para lhe prestar apoio na análise e exploração” de “soluções” para Angola, respondeu o banco, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

    O BPI refere que “são possíveis várias soluções” para “acomodar o limite de exposição a grandes riscos decorrente da exposição do Banco de Fomento Angola ao Estado angolano e ao Banco Nacional de Angola”. Mas que “até ao momento não tomou qualquer decisão quanto à solução a adotar”.

    Vender a participação no BFA, alienar a carteira de dívida pública angolana ou juntar-se a outro banco em Portugal que lhe permitisse ganhar dimensão sempre foram as soluções mais faladas. A venda da participação no BFA será mesmo a alternativa menos desejada, uma vez que tem sido Angola a suportar os ganhos do banco.

    A redução da exposição a Angola deve-se ao facto de o BCE ter deixado de reconhecer o estatuto de equivalência à supervisão angolana, levando assim o banco liderado por Fernando Ulrich a superar os limites de exposição a ativos daquele país. Esta situação terá de estar resolvida até março de 2016. (dinheirovivo.pt)

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