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    BNA lança “Sandbox Regulatória” para testar startups de fintechs

    O Banco Nacional de Angola(BNA) lançou esta sexta-feira a “Sandbox Regulatória”, um projecto que vai permitir as startups da área de tecnologia financeira (fintech) e instituições do sector financeiro testarem os seus produtos, serviços e modelos de negócios.

    Lançado ao abrigo do Laboratório de Inovação do Sistema de Pagamentos de Angola (LISPA), a Sandbox Regulatória prevê salvanguardar os interesses dos consumidores, segurança, bem como a integridade do sistema financeiro angolano.

    Testemunhado pelo governador do BNA, José de Lima Massano, esta primeira Sandbox Regulatória vai, de igual modo, facilitar as startups, em termos de orientação regulatória para adaptarem-se a sua actuação à legislação em vigor.

    Em colaboração com a empresa “Acelera Angola”, a Sandbox Regulatória vem acompanhar a evolução e modernização dos Sistemas de Pagamentos de Angola (SPA), bem como dar resposta aos desafios que as fintech e instituições financeiras têm enfrentado no âmbito da inserção de novos produtos e serviços inovadores no mercado financeiro.

    O vice-governador do Banco de Angola, Pedro Castro e Silva, considerou que a iniciativa resulta da necessidade de se fornecer uma plataforma para incentivar a inovação nos serviços financeiros, estimular a segurança, comodidade, reduzir outros encargos no acesso e uso pelos consumidores.

    A plataforma surge também na necessidade de se promover a concorrência, eficiência e propiciar a inclusão financeira.

    Para Pedro Castro e Silva, a Sandbox Regulatória tem vantagens para o próprio BNA, pois permitirá ajustar a regulamentação, por meio do aprendizado, com a devida adaptação de requisitos ou procedimentos regulamentares que inibem involuntários à inovação ou tornam os serviços, produtos ou modelos de negócio inviáveis.

    ” Pretendemos ser capazes de exercer as nossas funções de forma equilibrada e proporcional, estabelecebdo um ambiente Regulatório favorável”, sublinhou Pedro Castro Silva.

    O BNA, de acordo com o responsável, acredita que a plataforma é uma mais valia ao sistema financeiro, augurando a contribuição de novos intervenientes,empreendedores e participantes no mercado, para o desenvolvimento de soluções inovadoras.

    Augura-se ainda, com a implementação da a Sandbox Regulatória no sistema financeiro, propiciar a criação de um canal activo, onde a entidade reguladora e os inovadores poderão interagir e cooperar, com a finalidade de rever e implementar novas normas resultantes desta interação, como melhorar o acesso aos serviços financeiros digitais, facilitar o processo da entrada de novos produtos e serviços no mercado e os processos de supervisão do Regulador, o Banco Central.

    A plataforma que disponibilizará vagas anualmente possui uma estrutura composta por quatro etapas de trabalho, que incluem 10 projectos seleccionados mediante candidatura prévia, com sessões sobre a regulamentação para obtenção de licenças e mentorias para a definição de uma estratégia de crescimento no mercado.

    Para primeira fase, foi lançado neste dia, 13 de Janeiro, as primeiras candidaturas, cujo processo de submissão vai extender-se até o dia 24 deste mesmo mês, para serem formadas as primeiras turmas dos seleccionados, já em Março próximo.

    Na ocasião, o presidente da Comissão Executiva (CEO) da Acelera Angola, José Carlos, avançou os requisitos para as candidaturas, entre os quais ser uma empresa angolana, com normas efectivas para o licenciamento e inovação genuína, com protecção.

    ” Este ano vamos ter as turmas com a duração de apenas oito meses. Trata-se de uma Sandbox muito intensiva, onde os requisitos e a dinâmica requerem uma exigência muito maior, tanto do ponto de vista da equipa do BNA como de nós e dos próprios parceiros”, referiu José Carlos, sublinhando sobre a não necessidade de turmas muito amplas.

    Com o grau de maturidade das startups, acrescentou, na Sandbox as empresas vão atender os testes, entenderem melhor o mercado e verificarem o que falta de conformação para que, na interacção com o regulador, elas sigam para o licenciamento, sem qualquer bloqueio.

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    FonteANGOP

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