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    Benguela: Alfabetizadores e parceiros avaliam impacto do método educacional “Sim, eu posso”

    Alfabetizadores e parceiros do Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar avaliaram sexta-feira, na província de Benguela, o impacto do método cubano audiovisual de ensinar a ler e escrever adultos denominado “Sim, eu posso”, durante uma palestra promovida pela Direcção de Educação, Ciência e Tecnologia.

    Uma Sala de aula de Alfabetização (Foto: Pedro Parente/Arquivo)
    Uma Sala de aula de Alfabetização (Foto: Pedro Parente/Arquivo)

    De acordo com o coordenador do Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar, em Benguela, Mário Manuel, a palestra inseriu-se na Semana Internacional da Alfabetização e visou caracterizar a implementação do processo de educação de adultos na província, aferindo seus pontos fracos e fortes.

    Disse pretender-se, com o encontro, avaliar o impacto dos benefícios da alfabetização na vida social e pessoal de cada cidadão, bem como recolher opiniões e contribuições úteis para o desenvolvimento no processo com a participação de vários actores da província de Benguela.

    Considera que a palestra realizada constitui um espaço aberto onde todos os actores contribuiram com ideias valiosas e que permitam à Direcção Provincial de Educação de Benguela elaborar estratégias ajustadas à realidade e às condições objectivas e subjectivas da província em torno da alfabetização existente e da que se pretende.

    “Sim, eu posso” é um método educacional para alfabetização de adultos desenvolvido pela educadora cubana Leonela Relys. Foi concebido com um carácter internacionalista, podendo ser usado em diferentes realidades sociais e linguísticas – e não só na América Latina. Entre os anos de 2002 e 2009, foi empregado na alfabetização de aproximadamente 3,5 milhões de pessoas, em diversos países do mundo.

    O método vai do conhecido – os números – para o desconhecido – as letras – e baseia-se na experiência adquirida progressivamente. Além de um facilitador (professor), o sistema inclui recursos audiovisuais. O programa existe também no sistema Braile, além de ter sido adaptado para surdos e pessoas com deficiência intelectual leve.

    Participaram da palestra quadros seniores da direcção provincial de Educação, directores de escola, professores, alfabetizadores e representantes das Forças Armadas Angolanas (FAA), Organização da Mulher Angolana (OMA), Conduril Academy, entre outros parceiros.

    Actualmente, 53.636 pessoas, entre jovens e adultos, são atendidas pelos programas de alfabetização na província de Benguela, numa altura em que as estimativas apontam para a existência de cerca de 500 mil pessoas afectadas pelo analfabetismo nesta região. (portalangop.co.ao)

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