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    Belgrado prendeu Goran Hadzic

    O presidente da Sérvia, Boris Tadic, confirmou ontem, em conferência de imprensa, a detenção de Goran Hadzic, o último fugitivo reclamado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). A captura do ex-líder dos sérvios da Croácia acontece dois meses depois da detenção de Ratko Mladic, antigo chefe militar dos sérvios da Bósnia.
    A prisão de Goran Hadzic já havia sido noticiada pela imprensa sérvia, que avançou que o ex-líder dos sérvios da Croácia foi detido num bosque em Krusedol, a 80 quilómetros a norte de Belgrado.
    A União Europeia (UE) saudou, através de um comunicado, a detenção de Goran Hadzic e considerou-a “mais um sinal positivo” dado pelo governo de Belgrado.
    No documento, os presidentes da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e a Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros, Catherine Ashton, indicaram que a detenção de Goran Hadzic “é mais um passo importante” dado pela Sérvia e elogiam a “determinação e empenho revelados pelas autoridades de Belgrado” na captura dos criminosos de guerra.
    “Esta detenção, que se segue à de Ratko Mladic, envia um sinal positivo à União Europeia e aos vizinhos da Sérvia, mas acima de tudo sobre o respeito da lei na Sérvia”, acrescentou a nota.
    A ex-procuradora-chefe do Tribunal Internacional de Justiça, em Haia, Carla Del Ponte, afirmou que a captura foi um “grande feito das autoridades de Belgrado”. Por sua vez, o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Franco Frattini, disse que a prisão “abre as portas da União Europeia para a Sérvia” e que “não há mais desculpas para qualquer um negar à Sérvia o estatuto de candidata a Bruxelas no segundo semestre”.
    O procurador-geral do TPI para a ex-Jugoslávia, Serge Brammertz, indicou que a extradição de Goran Hadzic para Haia deve ser efectivada dentro de três a oito dias.

    Goran Hadzic tem 52 anos de idade e era o único dos 161 acusados pelo tribunal ainda em fuga e vai responder por 14 crimes de guerra e por crimes contra a humanidade, incluindo assassinato, extermínio, perseguição, deportação e destruição, pelo seu envolvimento em atrocidades cometidas pelas tropas sérvias na Croácia.
    Pesam nas acusações contra si a responsabilidade do massacre do hospital de Vukovar, em que foram mortas 250 pessoas e a presumível implicação na morte de centenas de civis croatas e na deportação de dezenas de milhares de croatas e não sérvios durante a guerra de 1991 a 1995 na ex-Jugoslávia.Goran Hadzic foi presidente da rebelde República Sérvia de Krajina entre Fevereiro de 1992 e o final de 1993, um território da Croácia povoado por sérvios que se declarou independente depois que os croatas proclamaram a sua própria independência da antiga Jugoslávia, em 1991.
    A plena cooperação da Sérvia com o TPI, que incluía a captura e extradição de Goran Hadzic, é uma das condições para a aproximação de Belgrado à União Europeia.
    A Sérvia aspira obter o estatuto de país candidato à adesão à UE antes do fim de 2011.

    Fonte: Jornal de Angola

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