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    Banda sonora biográfica no Festival de Montreux

    Herbie Hancock, Wayne Shorter e Marcus Miller fizeram uma homenagem ao seu amigo e mentor Miles Davis, tocando uma “banda sonora da vida” do falecido trompetista norte-americano, cuja música electrizou o mundo do jazz, anunciou no sábado a Reuters.
    O concerto de duas horas, que se estendeu pela madrugada dentro, foi um dos destaques do anual Festival de Jazz de Montreux, onde Davis ainda é recordado a conduzir um Ferrari vermelho nas margens do lago Genebra.
    O grande músico, cuja estátua pode ser vista num parque ao lado do Miles Davis Hall, foi dez vezes a Montreux, a última das quais dois meses antes da sua morte, em 1991, aos 65 anos.
    “Nem parece que já passaram 20 anos, parece que foram quatro ou cinco. A música de Miles está em toda a parte. Este concerto é dedicado ao espírito de Miles Davis, a coisa mais bonita que ele nos deu”, disse Marcus Miller, contrabaixista talentoso que dirigiu a homenagem no Auditório Stravinski, onde os lugares se esgotaram. Marcus Miller disse ainda que é muito difícil fazer um concerto de retrospectiva para um artista que nunca olhou para o passado, mas quando teve a ideia de fazer um tributo a Miles Davis este ano, decidiu imediatamente chamar Herbie Hancock e Wayne Shorter.
    No primeiro ensaio, os três acabaram por não tocar uma nota sequer. Em vez disso, passaram o tempo a falar de Miles Davis. “Wayne disse ‘não queremos tocar no estilo em que a música foi feita originalmente, porque achamos que Miles o odiaria. Vamos fazer uma banda sonora da vida de Miles”, contou, usando o chapéu preto que é a sua marca pessoal. “Se houvesse um filme da vida de Miles Davis, esta podia ser a banda sonora”.
    Hancock, Shorter e Miller tocaram todos com é célebre trompetista, que estava sempre atento aos novos talentos afro-americanos. O quinteto completou-se com Sean Jones no trompete e Sean Rickman na bateria. O espectáculo abriu com “Walkin’”, a faixa que dá nome ao álbum de 1954, com Herbie Hancock a alternar no piano e teclas e Waune Shorter e Jones tocando os seus próprios instrumentos com um som melancólico. “Someday My Prince Will Come”, do álbum de 1961 gravado com John Coltrane, e “Tutu” foram outros dos temas favoritos do público, embora alguns dos presentes se tenham sentido decepcionados por não ouvir o clássico “Round Midnight”. Depois de uma ovação de pé, Herbie Hancock tocou um bis de “Time After Time” e “So What” com o teclado do sintetizador.
    “Marcus Miller produziu um grande concerto”, disse Claude Nobs, fundador do festival suíço que está já na sua 45ª edição.

    Quincy Jones, produtor e ex-co-diretor de Montreux, dirigiu um segundo concerto intitulado “A Night of Global Gumbo”, que levou talentos jovens ao famoso palco de Montreux.

    Fonte: Jornal de Angola

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