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    BAD prevê crescimento ‘robusto’ da economia moçambicana

    Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) prevê um crescimento de 7,5 e 7,9 por cento da economia moçambicana para os anos de 2012 e 2013 respectivamente.

    Estas previsões estão inseridas na 11ª edição do relatório “Perspectivas Económicas em Africa 2012”, que no corrente ano tem como lema “Promoção do emprego jovem”, e que foi lançado hoje em Maputo.

    Parte considerável deste crescimento será impulsionado pela indústria extractiva, particularmente o carvão.

    “A retoma de fortes investimentos directos estrangeiros (IDE), sobretudo nas indústrias extractivas, o forte crescimento agrícola e o investimento em infra-estruturas devem levar a um crescimento real em 2012 e 2013”, refere o relatório.

    Em 2012, é esperado um quadro favorável para conter a inflação, permitindo espaço para a flexibilização da política monetária.

    O relatório, que foi apresentado por André Santos, economista sénior do escritório do BAD em Moçambique, adverte que o principal desafio do país a médio prazo reside no alargamento da sua base fiscal em resposta a diminuição dos fluxos de ajuda.

    Adverte ainda que os níveis de pobreza parecem ter estagnado com 54,7 por cento da população a viver abaixo da linha de pobreza nacional.

    Por isso, o desafio principal de curto prazo reside em conciliar o ambicioso investimento em infra-estruturas com as redes de segurança social.

    Paralelamente, Moçambique regista uma alta taxa de crescimento populacional e estima-se em cerca de 300.000 os novos ingressos anuais no mercado de trabalho.

    Enquanto isso, a taxa global de desemprego situa-se em 27 por cento. A economia formal está amplamente concentrada nas áreas urbanas e absorve apenas um terço do emprego total.

    Falando durante o evento, o Vice-ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros, Henrique Banze, disse que o tema do relatório 2012 é tão pertinente como relevante, porquanto os jovens representam a maior parte da população africana e constituem a força de trabalho mais dinâmica e o extracto social mais poderoso que permite o continente.

    Segundo Banze, “começam a ficar para trás como principais referências do continente africano e de cada um dos nossos países a situação dos conflitos armados, de pobreza extrema e até de miséria de um submundo completamente marginal, e de periferia que não merece atenção alguma”.

    Para Banze, constitui motivo de orgulho ver um retrato promissor de esperança para a presente geração e gerações vindouras, por um futuro muito melhor comparativamente aos dias de hoje, com uma melhor qualidade de vida e com um nível mais elevado de bem-estar.

    Por seu turno, o Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, Luís Pereira, disse que Africa tem a maior percentagem de população jovem do mundo.

    “Em valores absolutos são 200 milhões como forte tendência ascendente. Africa é também o continente onde 72 por cento dos jovens se encontram em estado de pobreza, com especial incidência no sexo feminino”, disse.

    Por isso, explicou Pereira, a quantidade e a qualidade de emprego para uma população marcadamente jovem são questões fundamentais na sociedade africana, e a saída desta situação passa necessariamente pela criação de emprego.

    Fonte: RM/AIM

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