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    Autor confesso confirma crime

    A polícia da Noruega prendeu ontem várias pessoas durante uma operação especial realizada numa casa dos arredores da capital, Oslo. Há suspeitas de que elas estejam envolvidas no duplo atentado de sexta-feira.
    Na operação, as equipas especiais apreenderam dois contentores de produtos químicos. Antes disso, o principal suspeito de ser o autor dos dois ataques, Anders Breivik Behring, disse à polícia de Oslo ter agido “sozinho”.
    “Durante o interrogatório disse que estava sozinho. Vamos tentar descobrir se isso é verdade na nossa investigação”, disse Sveinung Sponheim, um oficial da polícia de Oslo.
    Depoimentos de alguns sobreviventes deram a entender que poderia haver outro implicado.
    A morte de mais um ferido ontem elevou para 93 o número de mortes nos dois atentados. Com esta morte, sobe para 86 o número de vítimas no tiroteio no acampamento de Verão da juventude do Partida Trabalhista na ilha de Utoeya. Outras sete pessoas foram mortas, cerca de duas horas antes, na explosão de uma bomba nos arredores da sede do governo, em Oslo.
    Um documento de 1.500 páginas redigido aparentemente pelo autor  Anders Behring Breivik revela que o ataque já era preparado desde o Outono de 2009.
    O documento, divulgado na Internet, inclui um manual sobre como fabricar bombas e um discurso contra o islão e o marxismo.

    Anders Behring Breivik, um norueguês de naturalidade e 32 anos de idade, detalha os preparativos da sua acção, destacando “o uso do terrorismo como um meio de despertar as massas”, e admite que será lembrado como “o maior monstro nazista desde a Segunda Guerra Mundial”.
    Com várias referências históricas, o manifesto inclui numerosos detalhes da personalidade do agressor, o seu modus operandi para fabricar bombas e o seu treino de tiro, além de um minucioso diário dos três meses que precederam o ataque.
    O texto, escrito em inglês, tem o título “A European Delaration of Independence – 2083” (Uma declaração de Independência Europeia – 2083) e é assinado sob o pseudónimo “Andrew Berwick”.
    “O meu nome, Breivik, remonta à época anterior à dos vikings. Behring é um nome germânico pré-cristão que deriva da palavra Behr, que em alemão significa urso (…) e Anders (Andreas) é o equivalente escandinavo de (…) Andrew”, explica no documento.
    O acusado foi membro do Partido Progressista (FrP, da direita populista) e do movimento juvenil.

    Fonte: Jornal de Angola

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